A informação no mais antigo programa da televisão portuguesa ainda no ar passa já muito pelas novas tecnologias. Milhões de telespectadores vêm as notícias às oito pela internet.
quinta-feira, outubro 22, 2009
quarta-feira, outubro 21, 2009
Futuro da comunicação social analisado pela ERC

Os hábitos dos consumidores de notícias estão a mudar e, com eles, o papel dos jornalistas. Todos concordam: nada será como antes.
Nada será como até agora nos meios de comunicação e neste ponto os oradores convidados para o primeiro dia de debates da III Conferência Anual da Entidade para a Comunicação Social (ERC) estão de acordo. Veja-se o fenómeno à luz dos novos hábitos dos consumidores ou do papel que desempenhará o jornalista no futuro do media. O tema-chave do encontro é "A Comunicação Social num Contexto de Crise e Mudança de Paradigma" e o primeiro dia foi dedicado ao futuro dos media e aos modelos de negócio.
O investigador Jeffrey Cole, director do Center for The Digital Future, da Annenberg School University of Southern Califonia , que tem seguido os consumos de internet de 60 mil pessoas, em 30 países (Portugal incluído) abriu os debates de ontem. No futuro, prevê, "a televisão será maior do que nunca".
Estima que as pessoas passarão 50 horas semanais coladas à TV. "Os nossos estudos demonstram que a pessoa vai usar a televisão 20, 30 minutos no aeroporto, em pequenos ecrãs". E os jornais, como tinha avançado em entrevista ao DN, estão condenados a serem, no máximo, nichos de mercado. "Os adolescentes estão mais interessados do que nunca em notícias, mas não as procuram nos jornais", disse no debate sobre "O Futuro dos Media".
José Manuel Nobre Correia, professor da Universidade Livre de Bruxelas e colunista do DN, pôs a nu as alterações nos meios de comunicação, onde se assiste a uma crise empresarial, publicitária, de circulação e nas redacções. "Todos podem ser jornalistas, mas há uma técnica para cobrir a actualidade que é do jornalista", defende, e conclui: "Haverá uma divisão entre os indivíduos que podem pagar conteúdos fortes e os que consumirão uma forma de comunicação que tenderá a fastá-los da coisa pública, da política."
A preocupação quanto ao papel do jornalista é partilhada pelo jornalista Joaquim Vieira. "O jornalismo está acossado pelas novas formas de comunicação. Há géneros - a grande reportagem, a entrevista, as grandes viagens - ameaçados pelas questões económicas", disse, comentado o painel de debate "Que modelo(s) de negócio para a comunicação social?", em que participaram Jorge Pereira da Costa, da consultora Roland Berger, e estiveram representados os mais recentes players do mercado: Rafael Mora da Ongoing Media (detentora do Económico e de 35% da Media Capital), e Martim Avillez Figueiredo, director do jornal i, do Grupo Lena.
Perante o cenário de quebra significativa do investimento publicitário e perda de receitas que têm sofrido os "agregadores de conteúdos" (rádio, TV e jornais), Pereira da Costa defendeu saídas da crise com diversificação multiplaforma e produção de conteúdos.
Rafael Mora sustentou que "o que tem estado subjacente ao modelo da Ongoing é a convergência digital", disse, acrescentando que hoje existem "mais infraestruturas do que conteúdos. Estrategicamente, o objectivo tem sido "o acesso a novas geografias e aos países de língua portuguesa", disse, dando como exemplo o lançamento do jornal Brasil Económico.
No caso do jornal i foi "a criação de uma marca forte de comunicação" que esteve por trás da sua criação, disse Martim Avillez Figueiredo, sublinhando o papel que têm desempenhado as redes sociais no i.
A conferência termina hoje com debates sobre Televisão Pública e Privada; Sondagens; e Justiça e Liberdade Imprensa.
O investigador Jeffrey Cole, director do Center for The Digital Future, da Annenberg School University of Southern Califonia , que tem seguido os consumos de internet de 60 mil pessoas, em 30 países (Portugal incluído) abriu os debates de ontem. No futuro, prevê, "a televisão será maior do que nunca".
Estima que as pessoas passarão 50 horas semanais coladas à TV. "Os nossos estudos demonstram que a pessoa vai usar a televisão 20, 30 minutos no aeroporto, em pequenos ecrãs". E os jornais, como tinha avançado em entrevista ao DN, estão condenados a serem, no máximo, nichos de mercado. "Os adolescentes estão mais interessados do que nunca em notícias, mas não as procuram nos jornais", disse no debate sobre "O Futuro dos Media".
José Manuel Nobre Correia, professor da Universidade Livre de Bruxelas e colunista do DN, pôs a nu as alterações nos meios de comunicação, onde se assiste a uma crise empresarial, publicitária, de circulação e nas redacções. "Todos podem ser jornalistas, mas há uma técnica para cobrir a actualidade que é do jornalista", defende, e conclui: "Haverá uma divisão entre os indivíduos que podem pagar conteúdos fortes e os que consumirão uma forma de comunicação que tenderá a fastá-los da coisa pública, da política."
A preocupação quanto ao papel do jornalista é partilhada pelo jornalista Joaquim Vieira. "O jornalismo está acossado pelas novas formas de comunicação. Há géneros - a grande reportagem, a entrevista, as grandes viagens - ameaçados pelas questões económicas", disse, comentado o painel de debate "Que modelo(s) de negócio para a comunicação social?", em que participaram Jorge Pereira da Costa, da consultora Roland Berger, e estiveram representados os mais recentes players do mercado: Rafael Mora da Ongoing Media (detentora do Económico e de 35% da Media Capital), e Martim Avillez Figueiredo, director do jornal i, do Grupo Lena.
Perante o cenário de quebra significativa do investimento publicitário e perda de receitas que têm sofrido os "agregadores de conteúdos" (rádio, TV e jornais), Pereira da Costa defendeu saídas da crise com diversificação multiplaforma e produção de conteúdos.
Rafael Mora sustentou que "o que tem estado subjacente ao modelo da Ongoing é a convergência digital", disse, acrescentando que hoje existem "mais infraestruturas do que conteúdos. Estrategicamente, o objectivo tem sido "o acesso a novas geografias e aos países de língua portuguesa", disse, dando como exemplo o lançamento do jornal Brasil Económico.
No caso do jornal i foi "a criação de uma marca forte de comunicação" que esteve por trás da sua criação, disse Martim Avillez Figueiredo, sublinhando o papel que têm desempenhado as redes sociais no i.
A conferência termina hoje com debates sobre Televisão Pública e Privada; Sondagens; e Justiça e Liberdade Imprensa.
terça-feira, outubro 20, 2009
Cinco décadas de rostos que apresentaram o Telejornal
Ao longo dos últimos 50 anos foram vários os rostos que me sucederam. Antigamente não se falava de pivots de televisão, mas sim de locutores que, muitas vezes sem qualquer preparação ou tecnologia, deram o melhor pelo Telejornal da RTP.
O que marca os portugueses nos 50 anos do Telejornal
Muitos portugueses dizem ter acompanhado os principais momentos da história do país e do mundo através do Telejornal. Do 25 de Abril ao 11 de Setembro, o noticiário da hora do jantar da RTP mostrou muitas das imagens que hoje se recordam.
segunda-feira, outubro 19, 2009
Chuva de regresso a Portugal

A chuva deve regressar hoje à região norte do país e amanhã, terça-feira, à generalidade do território nacional, revela o Instituto de Meteorologia (IM). Mesmo assim, aquela entidade mantém os alertas de risco máximo de incêndio para hoje em alguns concelhos.
Moimenta de Beira, no distrito de Viseu, Anadia, em Aveiro, e Gavião, em Portalegre são os distritos que mantêm hoje o alerta máximo de incêndio por parte do IM, apesar do regresso da chuva ao norte de Portugal.
Segundo o IM, o risco de incêndio é ainda "muito elevado" em vários concelhos dos distritos de Faro, Beja, Santarém, Leiria, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Porto, Braga e Bragança.
Aguardam-se períodos de chuva fraca a partir do final da tarde a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela. No Sul, o céu vai estar temporariamente nublado por nuvens altas.
O IM avança ainda com uma descida das temperaturas máximas.
Segundo o IM, o risco de incêndio é ainda "muito elevado" em vários concelhos dos distritos de Faro, Beja, Santarém, Leiria, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Porto, Braga e Bragança.
Aguardam-se períodos de chuva fraca a partir do final da tarde a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela. No Sul, o céu vai estar temporariamente nublado por nuvens altas.
O IM avança ainda com uma descida das temperaturas máximas.
sexta-feira, outubro 16, 2009
Debate instrutório no caso da Independente
O ex-vice Reitor da extinta Universidade Independente vai recusar prestar declarações quando se sentar diante do juíz que conduz o debate instrutório do caso. Juntamente com outros 25 arguidos, Rui Verde é acusado de ter usado a Universidade Independente para um esquema de associação criminosa que lesou o Estado em mais de um milhão de euros.
Rui Verde recusa falar em tribunal
Rui Verde, ex-vice-reitor da Universidade Independente (UNI), e António Labisa, antigo presidente da instituição, foram os únicos arguidos presentes na sessão de ontem da fase de instrução. Perante o juiz Carlos Alexandre, do Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, Rui Verde remeteu-se ao silêncio por uma “questão de estratégia”.
O depoimento de António Labisa centrou-se na alegada falsificação de uma acta – inicialmente escrita por Joaquim Mota Veiga, professor de economia da UNI e membro do conselho-geral, também ele arguido neste processo.
Amadeu Lima de Carvalho, accionista da SIDES – entidade instituidora da UNI – e Elsa Velez, da Contabilidade, deveriam ter sido ouvidos ontem à tarde. Os dois arguidos não compareceram.
Durante a manhã, três testemunhas foram ouvidas a pedido de Joaquim Mota Veiga: a mulher, Cristina Mota Veiga, o primo João Paulo Fraga e a ex-vice-reitora Maria de Lurdes Bravo falaram sobre o atraso no pagamento de salários e outras situações associadas à contabilidade daquela Universidade.
O Ministério Público acusa os 26 arguidos – da lista de acusados também consta o nome do ex-reitor Luís Arouca – de associação criminosa, fraude fiscal, abuso de confiança, falsificação de documentos, corrupção e branqueamento de capitais.
O depoimento de António Labisa centrou-se na alegada falsificação de uma acta – inicialmente escrita por Joaquim Mota Veiga, professor de economia da UNI e membro do conselho-geral, também ele arguido neste processo.
Amadeu Lima de Carvalho, accionista da SIDES – entidade instituidora da UNI – e Elsa Velez, da Contabilidade, deveriam ter sido ouvidos ontem à tarde. Os dois arguidos não compareceram.
Durante a manhã, três testemunhas foram ouvidas a pedido de Joaquim Mota Veiga: a mulher, Cristina Mota Veiga, o primo João Paulo Fraga e a ex-vice-reitora Maria de Lurdes Bravo falaram sobre o atraso no pagamento de salários e outras situações associadas à contabilidade daquela Universidade.
O Ministério Público acusa os 26 arguidos – da lista de acusados também consta o nome do ex-reitor Luís Arouca – de associação criminosa, fraude fiscal, abuso de confiança, falsificação de documentos, corrupção e branqueamento de capitais.
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