sábado, maio 22, 2010

Colégios do Ensino Especial em risco de ruptura

A maioria dos colégios de Ensino Especial está em risco de ruptura financeira e sem capacidade de recorrer a crédito. O alerta é da associação que representa o sector e que responsabiliza sucessivos governos.
"Há colégios do Ensino Especial que sem uma resolução deste problema não sabem como manter o funcionamento normal até ao final do ano", disse à Lusa o director executivo da Associação dos Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP).
Segundo Rodrigo Queiroz e Melo, que lamenta a falta de resposta do Ministério da Educação, os trabalhadores destes estabelecimentos poderão vir a receber mais tarde os subsídios de férias, devido às dificuldades de tesouraria.
A AAEP tem levantado a questão do Ensino Especial junto do Governo, nomeadamente em audiências com responsáveis da tutela e em ofícios, aos quais afirma não ter resposta.
Porém, um dos associados recebeu da Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo um pedido de informação sobre o eventual encerramento da escola. A estrutura descentralizada do ministério questionava se os pais já estavam informados e pedia informações para estudar alternativas.
"Parece-me uma atitude lamentável. Perante um pedido de uma escola, de um apoio de financiamento que entende ter direito, a resposta do Estado ser: avise os pais que vai fechar e diga-me quem são os alunos para eu os colocar noutro sítio", indignou-se Queiroz e Melo.
"Não compreendemos como é que a Administração Pública pode apresentar isto por escrito, especialmente porque pressupõe que estes alunos vão ser atirados para algures, onde não têm necessariamente a resposta que têm num colégio do Ensino Especial", criticou.
Num último ofício, datado 28 de Abril e dirigido à ministra Isabel Alçada e ao secretário de Estado adjunto Alexandre Ventura, a AEEP lembra um anterior (de 6 de Abril) e questiona os governantes sobre a situação actual e futura dos colégios de Ensino Especial.
Segundo Queiroz e Melo, estão em causa cerca de 20 colégios. Algumas estruturas de maior dimensão têm feito face às dificuldades de financiamento do ensino especial recorrendo a fundos de outras valências, referiu.
"O problema é que quando se desvia fundos de uma valência para outra não se está a investir. O serviço educativo estava a ser coberto pelo Estado e para podermos continuar a manter este serviço de qualidade às crianças é preciso que o financiamento se mantenha", defendeu.
A AEEP requereu à tutela várias formas de financiamento, para projectos específicos ou para acudir aos colégios em situação difícil, fruto da "ausência de encaminhamentos propostos para estabelecimentos de Ensino Especial", devido à política de inclusão de muitos destes alunos em escolas do ensino regular e à natural saída de outros porque atingem determinada idade ou encontram outras respostas na comunidade.
A AEEP afirma não ser contra a inclusão, mas com o financiamento associado ao número de alunos as verbas dos colégios caíram, pelo que desafia o ministério a esclarecer se há espaço para estes estabelecimentos em Portugal e se tenciona construir um grupo de trabalho entre a associação, um núcleo de colégios e a tutela para definir condições e recursos.

Cavaco Silva apela ao apoio às crianças em época de crise

O presidente da República, Cavaco Silva, salientou, hoje, sábado, em Vila do Conde, a importância do apoio às crianças e jovens numa época de crise, para que estes não sejam afectados pelas dificuldades das famílias.
"Neste campo da juventude e nos tempos de crise que vivemos é preciso que existam instituições que prestem uma atenção particular aos filhos daqueles que são atingidos pela crise que atingiu o nosso país", disse Cavaco Silva durante o seu discurso no âmbito das comemorações dos 500 anos da Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde.
Para o presidente da República, "é importante que as crianças e os mais jovens não sofram nos seus estudos, na sua alimentação, na sua convivência em resultado do desemprego dos seus pais ou das dificuldades por que passam as suas famílias".
"Cada um de nós pode interrogar-se qual seria a situação do nosso país no domínio da pobreza, da exclusão social, dos idosos, dos deficientes se não existissem as misericórdias, as instituições de solidariedade social, os grupos de voluntariado, as redes de entreajuda que se dedicam ao apoio dos mais fracos e vulneráveis", realçou Cavaco Silva.
Segundo o presidente da República, os 500 anos de existência da Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde evidenciam o facto de a "força solidária do povo português não ser de agora", vindo já de "muito longe".
"Eu espero bem que esta força solidária dos portugueses, neste tempo que é difícil, venha ao de cima com uma determinação, uma dedicação ainda maior", enfatizou.
Cavaco Silva salientou ainda a ideia de que estas instituições merecem "de todos aqueles que trabalham em nome do povo, em actividades políticas, um reconhecimento muito especial pelo contributo que dão para minorar, para reduzir o sofrimento de tantos milhares de portugueses".
"Hoje, aqui, perante uma instituição que celebra meio milénio de existência, sentimo-nos todos um pouco diminuídos perante este tempo de apoio aos mais pobres, aos mais desfavorecidos, aos mais vulneráveis, aos mais fracos desta região", disse.

Enfermeiros denunciam risco de falhas no INEM

A Ordem dos Enfermeiros manifestou "veemente discordância" relativamente ao Plano Estratégico de Recursos Humanos de Emergência Pré-hospitalar. Considera-o "redutor" ao focar "apenas os recursos humanos", sem oferecer uma proposta global.
Para a Ordem dos Enfermeiros (OE), o Plano Estratégico, elaborado pelo INEM e cuja consulta pública terminou na quinta feira, devia instituir um "modelo de Emergência Pré-hospitalar que melhor se adeque à realidade" portuguesa.
A OE manifestou o seu "desagrado" num parecer que remeteu para o Ministério da Saúde, em que lembra que o "compromisso assumido" entre o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro, e a Ordem dos Enfermeiros foi de se "proceder à avaliação prévia antes de qualquer decisão".
É "incompreensível e inaceitável que nos recursos actualmente afectos aos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) não seja mencionado o número de enfermeiros que neles prestam serviço desde 2007, assim como a clara e explicita intenção de afastar este recurso qualificado".
"No documento em apreço não vislumbramos qualquer elemento de análise que faça perigar a nossa profunda convicção de que os enfermeiros nos CODU acrescentam valor ao sistema pela disponibilização permanente de uma resposta qualificada que outros profissionais não clínicos jamais podem oferecer", acrescentou.
Para a Ordem dos Enfermeiros, ao apostar-se, ao "arrepio do enquadramento legal vigente", na eventual transferência de competências dos enfermeiros para outros profissionais, o plano "prefigura uma primeira etapa para a alteração do modelo de prestação de cuidados em ambiente pré-hospitalar".
A Ordem dos Enfermeiros manifesta também "frontal oposição à criação de um grupo técnico para actuar em emergência sem domínio científico e colocando em causa a segurança e a qualidade dos cuidados a prestar aos cidadãos".

Ana Jorge: Vai ser preciso "gerir melhor" os recursos da Saúde

A ministra da Saúde afirmou hoje, sexta-feira, que vai ser preciso "gerir melhor" os recursos do sector, dado o contexto de crise, mas que os serviços de Saúde "são para manter" e estão "garantidos".
"A Saúde tem de gerir muito bem aquilo que faz, temos de garantir os cuidados de saúde, que são essenciais", afirmou Ana Jorge aos jornalistas quando confrontada com os alertas de sindicatos, associações e profissionais do sector que temem que as medidas de austeridade anunciadas pelo Governo para os serviços públicos ponham em causa o Serviço Nacional de Saúde (SNS).
"Com aquilo que temos vindo a fazer vamos conseguir garantir os cuidados de saúde", disse a ministra, acrescentando: "Vamos gerir melhor e vamos ter o envolvimento dos profissionais e também das pessoas".
Ana Jorge falava em Lisboa, à margem de uma conferência sobre obesidade.
O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses considerou hoje, sexta-feira, que a serem aplicadas ao sector "de forma cega e indiscriminada" as medidas de austeridade decididas pelo Governo haverá uma ruptura nos serviços.
"Mais de 2500 enfermeiros contratados podem ser despedidos", afirmou o SEP num comunicado.
Na quarta-feira, também a Ordem dos Enfermeiros alertou que as medidas de austeridade não podem criar uma maior desigualdade no acesso aos cuidados de saúde.
O director da Escola Nacional de Saúde Pública, Constantino Sakellarides, disse, na quinta-feira, que a existência do SNS pode estar em risco caso o Governo corte nos recursos humanos.
"Estamos em tempo de crise, é necessário conter a despesa, mas espero que o Governo seja inteligente nessa matéria para perceber que é possível conter gastos em muitos aspectos, mas não o deve fazer nos recursos humanos da saúde", disse à Agência Lusa.
No mesmo sentido, na segunda-feira, o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) tiha manifestado preocupação com o impacto das medidas de contenção no SNS, alertando que há profissionais a trabalhar no limite, colocando em risco a sua "sanidade mental e física".

Receitas de publicidade na Internet crescem em 2011

Segundo os responsáveis das principais empresas portuguesas de comunicação social, a Internet é o sector dos media que vai obter mais receitas ao nível da publicidade em 2011.
Apesar de ser um meio relativamente recente, a Internet tem vindo a ganhar mais adeptos e a conquistá-los a outros meios de comunicação, levando os anunciantes a apostar neste meio para divulgar as suas marcas.
O Observatório de Comunicação realizou o estudo entre Outubro do ano passado e Março deste ano, inquirindo 223 gestores de grupos como a Cofina, a Controlinveste, a Impresa, a Media Capital, a Renascença, a RTP e Zon Multimédia. O estudo contou com respostas de 62 gestores.
Cerca de 88% dos inquiridos prevêem um crescimento continuado das receitas na Internet.
A rádio é o meio mais favorável nas previsões de crescimento para 2011. Nos jornais, é também esperado um maior crescimento das receitas, em comparação ao período de 2009 e 2010. No sector televisivo, os inquiridos acreditam que irá haver um crescimento continuado das receitas, tanto em televisão via cabo, como em televisão paga por outras vias.

sexta-feira, maio 21, 2010

Balsemão a Judite: "Não faria sentido abrir uma crise"


Presidente da Impresa cita Comissão de Ética: "A liberdade de expressão diminuiu em Portugal nos últimos anos"

Francisco Balsemão disse ontem na RTP1 que "certa promiscuidade entre o poder político e o poder económico" é uma das principais responsáveis pela situação actual da liberdade de imprensa em Portugal. Citando as conclusões da Comissão Parlamentar de Ética na sequência da investigação sobre o falhado negócio PT/TVI, o presidente da Impresa referiu que "a liberdade de expressão diminuiu em Portugal nos últimos anos".
Na Grande Entrevista de Judite Sousa, Balsemão criticou a RTP por receber "300 e tal milhões de euros por indemnizações compensatórias" e reafirmou que "a concorrência é essencial; o que não aceito é regras especiais de concorrência".
Quanto à crise político-económica, o antigo primeiro-ministro (1981-83) disse que "o País está preocupado e tem razões para isso" e, estabelecendo um paralelo com a Irlanda a propósito das medidas anunciadas, repetiu que "temos uma grande tendência para andar a reboque".
Convicto de que, neste momento, abrir uma crise política "não faria sentido", Balsemão declarou o seu apoio à eventual recandidatura de Cavaco Silva à Presidência, embora revelando proximidade "e até cumplicidade" com Manuel Alegre. O homem que um dia contratou Marcelo Rebelo de Sousa para o Expresso lembrou: "Quando alguém me faz uma partida, não esqueço. É uma questão de dignidade."

Os vencedores dos Prémios M&P

Ontem à noite, no Centro de Congressos de Lisboa, decorreu a gala de entrega dos Prémios Meios & Publicidade 2010. Conheça os vencedores:

Marketing & Publicidade

Relacional:
OgilvyOne

Agência Digital:
Wiz

Agência de Comunicação:
Lift


Agência de Eventos:
Desafio Global Ativism


Marca:
Meo


Produtora de Imagem:
Garage Films


Produtora de Som:
Índigo

Empresa de Publicidade Indoor/Exterior:
JCDecaux

Agência de Design:
Brandia Central

Agência de Meios:
Initiative


Agência de Publicidade:
MSTF Partners

Prémio Voz:
Margarida Vila Nova

Personalidade Publicidade:
Duda Mendonça

Personalidade de Comunicação:
António Cunha Vaz


Media


Publicação de Informação e Tecnologias de Informação:
PC Guia

Publicação sobre Automóveis:
Turbo

Publicação de Televisão:
TV Guia

Publicação de Viagens:
Evasões

Publicação de Saúde e Educação:
Pais&Filhos


Publicação de Decoração:
Caras Decoração

Publicação de Sociedade:
Caras

Publicação Feminina:
Happy Woman


Publicação Masculina:
Maxmen


Newsmagazine:
Sábado

Suplemento:
Única

Publicação Desportiva:
Record


Site de Informação:
Jornal de Negócios

Diário Gratuito:
Destak

Produtora de Televisão:
Plural

Diário de Informação Económica:
Jornal de Negócios


Semanário Generalista:
Expresso

Diário Generalista:
Correio da Manhã

Rádio:
Rádio Comercial


Canal Cabo Internacional:
Fox Life


Canal Cabo Nacional:
SIC Notícias


Canal Generalista :
SIC


Prémio Carreira:
Cândido Rodan


Personalidade de Media:
Luís Cabral


Dream On - “Um musical numa viagem ao Sonho” subiu ao palco no Casino Estoril

  O 10º aniversário, da Associação Palco da Tua Arte, foi assinalado com um espectáculo cujo o título foi Dream On – “Um musical...