quinta-feira, junho 17, 2010

Centenas de pessoas na baixa de Lisboa contra as políticas de austeridade



Algumas centenas de pessoas saíram hoje, quinta-feira, do Rossio pelas 18.30 horas para percorrer as ruas da Baixa lisboeta, num protesto convocado pelo PCP contra as políticas de austeridade do Governo, que os comunistas dizem representar "o roubo dos salários".
Os manifestantes começaram a concentrar-se pouco antes das 18 horas no Rossio, empunhando bandeiras do PCP, num desfile que está a ser liderado pelo secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, e por outros dirigentes do partido.
Os manifestantes gritam palavras de ordem como "o custo de vida aumenta, o povo não aguenta", "o país não se endireita com a política de direita" e "o PEC [Programa de Estabilidade e Crescimento] está mal, só interessa ao capital."
Um grupo de antigos trabalhadores da Portugal Telecom (PT), já reformados, decidiu juntar-se a este protesto por considerar que os cortes nas pensões "são piores do que ser roubado no autocarro".
Querem mostrar a sua indignação por estarem a receber menos nas suas pensões mas também para afirmarem a sua preocupação com os que "trabalham e também sofrem as consequências da política do Governo".
Aos 54 anos, Rita Medinas não consegue encontrar emprego há quase três anos: "Dizem que as pessoas não querem trabalhar mas é porque não vão ao terreno", afirmou a antiga administrativa, que diz receber o apoio mínimo do Estado, no valor de 419 euros.
Uma jovem membro da JCP -- que não quis identificar-se por recear que a sua filiação política seja mal entendida pelos patrões -- disse que "os grandes poderes económicos são os mais favorecidos" e que "o país está à beira da bancarrota" e, por isso, "as pessoas têm de vir para a rua protestar".
O aparato entusiasmou também um casal de turistas. Júlia, dos Estados Unidos da América, e Luca, do Brasil, afiram que, nos seus países, "desgraçadamente", não existe este tipo de mobilização.
Empunhando bandeiras vermelhas do PCP, os dois turistas mostraram-se solidários com o protesto dos manifestantes.
O desfile vai terminar na Rua Augusta, onde o secretário-geral do PCP vai discursar.

UGT considera absurda transferência de datas de feriados



A UGT considerou hoje, quinta-feira, absurdo que os feriados nacionais possam ser transferidos para outras datas, dado o valor histórico de cada um deles, mas admitiu discutir o gozo das pontes à custa de férias e folgas dos trabalhadores.
"Esta possibilidade é absurda, tendo em conta o valor histórico dos feriados, e é uma matéria que foi discutida, e rejeitada, no âmbito da negociação do Código do Trabalho de Bagão Félix", disse o secretário-geral da UGT, João Proença, à agência Lusa.
O grupo parlamentar do PS anunciou hoje que vai avançar com um projecto de resolução para transferir os feriados para as sextas e as segundas-feiras, de modo a eliminar pontes, por considerar que isso "tem peso económico".
Apesar da posição crítica, João Proença admite a negociação do gozo das pontes. "Isto é matéria para a negociação colectiva", disse o sindicalista, defendendo que as pontes entre os feriados e os fins-de-semana podem ser gozadas à custa de dias de férias e de folga dos trabalhadores.
Para João Proença, não faz é sentido comemorar o 25 de Abril ou o 1º de Maio noutras datas.

CGTP diz que é "despropositado" mudar datas históricas



A CGTP considerou hoje, quinta-feira, despropositado do ponto de vista histórico que os feridos nacionais possam ser transferidos para outras datas e disse que essa possibilidade não irá aumentar a produtividade das empresas.
"A transferência dos feriados tem sido defendida com o argumento da produtividade mas o aumento da produtividade não passa por isso, passa sim por outro modelo de organização das empresas e pela dinamização do aparelho produtivo", disse à agência Lusa Arménio Carlos, da comissão executiva da CGTP.
O grupo parlamentar do PS anunciou que vai avançar com um projecto de resolução para transferir os feriados para as sextas e as segundas-feiras, de modo a eliminar pontes, por considerar que isso "tem peso económico".
"Isto parece-nos despropositado porque cada feriado tem a sua história", considerou Arménio Carlos dando como exemplo duas datas emblemáticas para o movimento sindical.
"Só faz sentido comemorar o 25 de Abril no próprio dia, tal como o Dia do Trabalhador, que em todo o mundo é comemorado no 1º de Maio", afirmou, considerando que "a proposta do PS não faz sentido nenhum".

BE contesta alterações nos feriados a 25 de Abril ou 1 de Maio



O BE considerou hoje, quinta-feira, que a proposta do PS para flexibilizar datas de feriados e eliminar pontes é ainda "muito vaga" e contestou a mudança das comemorações em datas como o 25 de Abril ou o 1º de Maio.
Em declarações aos jornalistas no Parlamento, a deputada do BE Catarina Martins defendeu que "o problema da produtividade é um problema que tem muito mais a ver com as qualificações do que propriamente com os feriados" e deu um exemplo.
"Senão a Áustria, que é um país com mais feriados do que Portugal, teria um problema de produtividade maior que Portugal e sabemos que isso não é verdade", disse.
"A proposta é ainda muito vaga, portanto, não se percebe muito bem", acrescentou.
Para o grupo parlamentar do BE, seria "absurdo, por exemplo, comemorar o 25 de Abril noutra data qualquer ou comemorar o 1º de Maio, que é comemorado em todo o mundo ao mesmo tempo, noutro dia qualquer não o dia 1 de Maio".
"Esta proposta não nos parece que venha resolver grande coisa, ainda está muito vaga, vamos esperar para ver como se concretiza", sublinhou.
A deputada independente eleita pelo PS Teresa Venda disse hoje que o projecto de resolução que visa "flexibilizar" as datas dos feriados e eliminar as pontes tem como excepções o dia de Natal e de Ano Novo e visa apoiar o aumento do salário mínimo.
Em declarações aos jornalistas no final da reunião da bancada parlamentar do PS, a deputada referiu que com esta proposta se acentua "mais a importância de celebrar o acontecimento do que celebrar o dia em que teve lugar o acontecimento".
Segundo a deputada do PS, os ganhos económicos do Estado com esta proposta "serviriam para apoiar" o aumento progressivo do salário mínimo, definido pelo Governo socialista.
Na elaboração da proposta, as duas deputadas referem um estudo de Luís Bento, professor de Recursos Humanos na Universidade Autónoma de Lisboa, que conclui que cada feriado custa 37 milhões de euros à economia nacional.
Já o vice-presidente da bancada do PS Ricardo Rodrigues anunciou que a proposta das duas deputadas mereceu um "consenso generalizado" da bancada e que existe abertura para discutir as datas a incluir.

PCP diz que feriados não são causa do problema de produtividade do país



O líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, considerou hoje, quinta-feira, que "não é nos feriados que reside o problema de produtividade do país" e classificou de "totalmente inaceitável" a possibilidade de se transferir o feriado do 25 de Abril.
O PS anunciou hoje, quinta-feira, que a proposta das deputadas independentes Teresa Venda e Rosário Carneiro para transferir os feriados e eliminar pontes mereceu um "consenso generalizado" da bancada e que existe abertura para discutir as datas a incluir.
De acordo com uma das proponentes da medida, apenas o dia de Natal e o Ano Novo são excepções à possibilidade de "flexibilizar" as datas dos feriados.
Questionado sobre esta proposta, Bernardino Soares disse precisar de analisar "o que é que em concreto" esta pretende, mas sublinhou desde já: "uma coisa é certa, não é nos feriados que reside o problema de produtividade do país".
O líder da bancada comunista referiu ainda que recentemente o Governo concedeu "mais de um dia de tolerância de ponto" (a propósito da visita do papa a Portugal) e "nem as deputadas em causa nem o grupo parlamentar em que se inserem tiveram a preocupação que agora parecem ter em relação aos feriados oficiais que estão determinados".
Sobre a possibilidade de o 25 de Abril ser assinalado noutra data -- como as autoras do projecto e o vice-presidente da bancada do PS, Ricardo Rodrigues, admitiram -- Bernardino Soares considerou que tal seria "totalmente inaceitável".
O vice-presidente da bancada socialista afirmou que se o 25 de Abril "for encarado com o dia da Liberdade em Portugal, tanto faz que seja celebrado a 25 ou a 27".

Socialistas querem acabar com quatro feriados e eliminar "pontes"



A eliminação de alguns e a mobilidade de quase todos os feriados, civis e religiosos, para evitar as "pontes" vai ser levada ao Conselho de Concertação Social.
A ideia, que teve origem num projecto de resolução apresentado pelas deputadas católicas independentes eleitas pelo PS, Teresa Venda e Maria do Rosário Carneiro, teve hoje, quinta-feira, luz verde da bancada socialista para avançar e passa por eliminar quatro feriados e transferir os outros de forma a inviabilizar as “pontes”.
De acordo com o vice-presidente do grupo parlamentar do PS, Ricardo Rodrigues, “o projecto obteve consenso” dos deputados presentes na reunião da bancada, que decorreu ao fim da manhã de hoje, quinta-feira.
“O projecto de resolução irá avançar e, nesse sentido, foi sugerido às duas deputadas que estabeleçam conversações com os restantes grupos parlamentares, no sentido de se procurar o maior consenso possível”, afirmou Ricardo Rodrigues aos jornalistas, adiantando que, posteriormente o Governo levará o assunto à Concertação Social.
A lista dos feriados a eliminar, preferencialmente dois civis e dois religiosos, só será estabelecido após as conversações com os parceiros sociais e com a Igreja Católica. Para já, as autoras do projecto de resolução, consideram apenas “intocáveis” as celebrações do 25 de Dezembro e do 1 de Janeiro, e propõem que sempre que um feriado, religioso ou civil, calhe numa quinta-feira ou numa terça, passe para a segunda seguinte. Pode, por isso acontecer que o 25 de Abril possa ser comemorado, por exemplo, a 26.
"O importante é que se comemore a Liberdade e não o dia exacto", justificou Ricardo Rodrigues.
A argumentação de Teresa Venda relaciona-se com a situação económica do país, ao afirmar que “evitando-se as pontes, dá-se um passo no sentido do aumento da produtividade nacional.”

“Este teste foi uma chachada”



Educação


Os alunos ouvidos ontem pelo CM na Escola Josefa de Óbidos, em Lisboa, consideraram todos que a prova de Língua Portuguesa do 9º ano do Ensino Básico foi fácil. "Foi mais fácil do que os testes que fiz ao longo do ano", disse Filipa Silva, de 16 anos, enquanto Madalena Abreu foi mais longe: "Este teste foi uma chachada, muito mais fácil do que o exame do ano passado".

Já a Associação de Professores de Português (APP) fala em 'balanço global muito positivo'. 'A prova inclui acertadamente uma grande diversidade de textos, de tipos de perguntas e avalia uma grande quantidade de conteúdos', refere o parecer da APP, que chama, contudo, a atenção para as perguntas 2 e 9, considerando que é apresentada 'informação excessivamente facilitadora da resposta correcta'.
A prova começa com a interpretação de um texto jornalístico, de um poema de Nuno Júdice e de duas estrofes de ‘Os Lusíadas’, tudo com cotação de 50 pontos. Uma segunda parte de gramática somava 20 pontos à prova, seguida de 30 pontos relativos à elaboração de um texto. Os exames foram realizados por mais de 85 mil estudantes, que amanhã têm agendada a prova de Matemática.

NOTAS

NÚMEROS: FALTAM 1868

Havia 87 276 alunos inscritos para os exames do 9.º ano de Língua Portuguesa, mas 1868 faltaram, revelou o Ministério. As faltas na prova de Português do 12.º são divulgadas hoje

LATIM: 160 FIZERAM PROVA

No dia de ontem, 160 alunos fizeram exames de Latim do secundário. Houve ainda 1011 estudantes do básico e secundário que realizaram provas a Português Língua Não-Materna

CORRECÇÕES: 'CM' ENVIA

Os leitores podem pedir as propostas de correcção para o e-mail examesnacionais@cmjornal.pt. O ‘CM’ procederá ao envio, à medida que forem sendo disponibilizadas pelo Ministério

Dream On - “Um musical numa viagem ao Sonho” subiu ao palco no Casino Estoril

  O 10º aniversário, da Associação Palco da Tua Arte, foi assinalado com um espectáculo cujo o título foi Dream On – “Um musical...