
Confrontos ocorridos hoje no Estoril causaram o pânico no passeio marítimo, informou a Câmara de Cascais, que pede reforço policial para o local, depois dos incidentes dos últimos dias na linha de Cascais.
Confrontos entre grupos aparentemente rivais ocorridos hoje no Estoril, Cascais, causaram o pânico nas praias e no passeio marítimo, obrigando clientes de uma esplanada a resguardarem-se debaixo das mesas, informou a Câmara Municipal de Cascais.
Fonte da Polícia Marítima (PM) no local disse à Lusa que os incidentes
ocorreram esta manhã na praia do Tamariz, e repetiram-se às 15:00, "numa espécie de reencontro dos gangues para vingança", do qual resultou um ferido por arma branca.
Durante a manhã, os elementos dos gangues chegaram mesmo a efectuar disparos com pistolas de alarme, precisou a fonte da PM.
A PM disse ainda que no local estiveram efectivos da PSP e sublinhou que às 18:30 a situação estava normalizada.
Contactado pela Lusa, o INEM disse não ter sido chamado ao local.
Segundo um comunicado da autarquia de Cascais, os incidentes foram causados por gangues aparentemente oriundos de fora do concelho e causaram a fuga de turistas das praias e o encerramento temporário dos postos de apoio ao programa de ocupação de tempos livres "Maré Viva".
Fonte da Polícia Marítima (PM) no local disse à Lusa que os incidentes
ocorreram esta manhã na praia do Tamariz, e repetiram-se às 15:00, "numa espécie de reencontro dos gangues para vingança", do qual resultou um ferido por arma branca.
Durante a manhã, os elementos dos gangues chegaram mesmo a efectuar disparos com pistolas de alarme, precisou a fonte da PM.
A PM disse ainda que no local estiveram efectivos da PSP e sublinhou que às 18:30 a situação estava normalizada.
Contactado pela Lusa, o INEM disse não ter sido chamado ao local.
Segundo um comunicado da autarquia de Cascais, os incidentes foram causados por gangues aparentemente oriundos de fora do concelho e causaram a fuga de turistas das praias e o encerramento temporário dos postos de apoio ao programa de ocupação de tempos livres "Maré Viva".
"Vários incidentes muito graves"
A câmara relembra que nos últimos dias ocorreram vários incidentes "muito graves" na linha ferroviária de Cascais e nas praias do concelho "protagonizados por bandos numerosos, que se desdobraram em distúrbios, assaltos, facadas e até vários disparos com armas de fogo", o que "seria motivo imperativo" para "a PSP reforçar a sério a presença das forças policias no local".
A câmara de Cascais considera "essencial" que o ministro da Administração Interna "venha imediatamente a Cascais reunir com a direcção nacional da PSP, as forças policiais locais, incluindo a Polícia Marítima, e a Câmara
Municipal" para analisarem a situação e tomarem as "medidas de emergência que se impõem, sugerindo ainda o ministro da Economia e o secretário de Estado do Turismo acompanhem Rui Pereira.
A câmara de Cascais considera "essencial" que o ministro da Administração Interna "venha imediatamente a Cascais reunir com a direcção nacional da PSP, as forças policiais locais, incluindo a Polícia Marítima, e a Câmara
Municipal" para analisarem a situação e tomarem as "medidas de emergência que se impõem, sugerindo ainda o ministro da Economia e o secretário de Estado do Turismo acompanhem Rui Pereira.
Autarquia atribui responsabilidades ao Governo
A autarquia (PSD) atribui assim as responsabilidades do ocorrido hoje a "negligência do Governo em matéria de segurança", considerando que isso afecta ainda mais o "turismo de qualidade que é a trave mestra das actividades económicas do concelho".
"Apesar de afirmações em contrário de responsáveis da PSP a nível nacional ou distrital, a PSP de Cascais (...) conta apenas por enquanto com o reforço de quatro elementos (moto-patrulhas), com a missão de vigiar as zonas balneares e o passeio marítimo", lê-se no comunicado.
Para a autarquia, "não são quatro moto-patrulhas que podem exercer uma acção preventiva ou repressiva relevantes" numa costa com 15 praias.
"Apesar de afirmações em contrário de responsáveis da PSP a nível nacional ou distrital, a PSP de Cascais (...) conta apenas por enquanto com o reforço de quatro elementos (moto-patrulhas), com a missão de vigiar as zonas balneares e o passeio marítimo", lê-se no comunicado.
Para a autarquia, "não são quatro moto-patrulhas que podem exercer uma acção preventiva ou repressiva relevantes" numa costa com 15 praias.