sexta-feira, junho 18, 2010

Prémios e outras distinções de José Saramago



Das distinções que José Saramago mereceu, sem dúvida que a mais significativa foi o Prémio Nobel da Literatura, em 1998.
Mas foram muitas mais as formas de reconhecimento da sua obra, em Portugal e no estrangeiro.

Portugal - Prémio da Associação de Críticos Portugueses; Prémio Cidade de Lisboa; Prémio Município de Lisboa; Prémio PEN Clube Português (por duas vezes); Prémio Literário Município de Lisboa, Prémio da Crítica; Prémio Dom Dinis, da Fundação Casa de Mateus; Grande Prémio de Romance e Novela, da Associação Portuguesa de Escritores; Prémio Vida Literária, da Associação Portuguesa de Escritores; Grande Prémio de Teatro, da Associação Portuguesa de Escritores; Prémio Consagração, da Sociedade Portuguesa de Autores; Prémio Luís de Camões.

Itália - Prémio Grinzane-Cavour (Alba); Prémio Internacional Ennio Flaiano (Pescara); Prémio Brancati (Zafferana); Prémio Internacional Mondello (Palermo); Prémio Scanno-Universidade Gabriele d'Annunzio (Chieti); Prémio Penne-Mosca (Penne).

Inglaterra - Prémio The Independent de Ficção Estrangeira (Londres).

Espanha - Prémio Rosalía de Castro (Vigo); Prémio Europeu de Comunicação Jordi Xifra Heras (Gerona); Prémio Canárias Internacional, 2001).

Foram ainda atribuídas a José Saramago as seguintes distinções honoríficas:

Portugal - Comendador da Ordem Militar de Santiago de Espada; Grande Colar da Ordem Militar de Santiago de Espada.

França - Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras; Oficial da Legião de Honra.

Espanha - Grã-Cruz da Ordem «Ilhas Canárias».

Equador - Medalha Guayasamin-UNESCO; Medalha Rumiñahui; Grã-Cruz ao Mérito Cultural e Literário do Congresso Nacional; Grã-Cruz ao Mérito Educativo e Cultural «Juan Montalvo».

México - Medalha Isidro Fabela da Faculdade de Direito da UNAM.

José Saramago é doutor “honoris causa” pelas Universidades de Turim (Itália), Sevilha (espanha), de Manchester (Reino Unido), de Castilla-La Mancha (Espanha), de Brasília (Brasil), de Évora (Portugal), de Rio Grande do Sul (Brasil), de Minas Gerais (Brasil), de Las Palmas de Gran Canaria (Espanha), Politécnica de Valência (Espanha), Fluminense (Brasil), de Nottingham (Reino Unido), de Santa Catarina (Brasil), Michel de Montaigne – Bordéus (França), de Massachussets, Dartmouth (Estados Unidos da América), de Salamanca (Espanha), de Santiago (Chile), de la República del Uruguay (Uruguai), de Roma Tre (Itália), de Granada (Espanha), Carlos III (Espanha), Universitá per Stranieri di Siena (Itália), de Alberta (Canadá), Autónoma do Estado de México Toluca (México), de Tabasco (México), de Buenos Aires (Argentina), Charles-de-Gaulle – Lille 3 (França), de Alicante (Espanha), de Coimbra (Portugal), Autónoma de Madrid (Espanha), de El Salvador (São Salvador), Nacional (Heredia - Costa Rica), de Estocolmo (Suécia), Nacional de Irlanda (Dublin).

As obras de José Saramago



O escritor José Saramago deixou uma vasta obra literária, da poesia à prosa, passando pelo conto e pelas obras para teatro.
O último livro publicado, Caim, em 2009, abordou a religião, uma vez mais, de forma polémica. Comunista, Saramago nunca esqueceu as raízes alentejanas e pobres na escrita que deu ao Mundo. Obras de Saramago:

Conto

Objecto Quase (1978)
Poética dos Cinco Sentidos - O Ouvido (1979)
O Conto da Ilha Desconhecida (1997)
A Maior Flor do Mundo (2001)

Crónicas, Ensaios, Memórias

A Estátua e a Pedra (1966)
Deste Mundo e do Outro (1971)
A Bagagem do Viajante (1973)
As Opiniões que o DL teve (1974)
Os Apontamentos (1976)
Folhas Políticas – 1976-1998 (1999)
Discursos de Estocolmo (1999)
O Caderno (2009)
O Caderno 2 (2010)
Democracia y Universidad (2010)

Diário

Cadernos de Lanzarote I (1994)
Cadernos de Lanzarote II (1995)
Cadernos de Lanzarote III (1996)
Cadernos de Lanzarote IV (1997)
Cadernos de Lanzarote V (1998)

Poesia

Os Poemas Possíveis (1966)
Provavelmente Alegria (1970)
O Ano de 1993 (1975)
Romance
Terra do Pecado (1947)
Manual de Pintura e Caligrafia (1977)
Levantado do Chão (1980)
Memorial do Convento (1982)
O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984)
A Jangada de Pedra (1986)
História do Cerco de Lisboa (1989)
O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991)
Ensaio sobre a Cegueira (1995)
Todos os Nomes (1997)
A Caverna (2000)
O Homem Duplicado (2002)
Ensaio Sobre a Lucidez (2004)
As Intermitências da Morte (2005)
A Viagem do Elefante (2008)
Caim (2009)

Teatro

A Noite (1979)
Que farei com este Livro? (1980)
A Segunda Vida de Francisco de Assis (1987)
In Nomine Dei (1993)
Don Giovanni ou O dissoluto absolvido (2005)

Viagem

Viagem a Portugal (1981)

Corpo de Saramago chega amanhã a Portugal



O escritor português José Saramago morreu hoje, sexta-feira. O corpo do Prémio Nobel da Literatura de 1998 está em câmara ardente na biblioteca da casa em que residia, na ilha espanhola de Lanzarote e será cremado, domingo, em Portugal, onde vão ficar as cinzas. O Governo está reunido para decretar luto nacional.
José Saramago faleceu cerca das 12.30 horas em Lanzarote, a mesma hora de Portugal continental, na casa em que residia, na localidade de Tias, na ilha espanhola de Lanzarote. O corpo do escritor está em câmara ardente precisamente na biblioteca da casa de Tias.
O primeiro-ministro, José Sócrates, convocou para as 20 horas de hoje, sexta-feira, uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros para decretar luto nacional pela morte do escritor José Saramago.
Entretanto, a ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, partiu hoje, sexta-feira, às 19.45 horas do aeroporto de Figo Maduro, em Lisboa, a bordo de um avião militar C-295, para ir buscar o corpo do escritor José Saramago a Lanzarote, em representação do Governo português.
Gabriela Canavilhas, que será acompanhada por familiares próximos do escritor, incluindo a filha de José Saramago, deverá chegar a Lanzarote, Espanha, às 22.15 horas, disse à Lusa fonte governamental.
Os restos mortais de José Saramago serão transferidos, amanhã, sábado, para Portugal. Segundo informou a Fundação José Saramago, o avião do Estado português transportará o corpo para Lisboa, estando prevista a sua chegada ao aeroporto de Figo Maduro pelas 12.30 horas.
Dali, os restos fúnebres do escritor seguirão em cortejo para o salão nobre da Câmara Municipal de Lisboa. Aí permanecerá em câmara ardente desde as 13.30 horas até à meia-noite de amanhã, sábado, e das 9 às 12 horas, no domingo. Depois sairá para o Cemitério do Alto de São João, onde será cremado.
Depois das cerimónias fúnebres, em Lisboa, as cinzas ficam em Portugal, confirmaram responsáveis da Fundação José Saramago. Informações não confirmadas e divulgadas pela Agência Lusa apontavam a possibilidade das cinzas do escritor serem divididas, ficando uma parte na sua terra natal, Azinhaga, e outra junto a uma oliveira no jardim da sua casa em Tías (Lanzarote).
Segundo o comunicado que se pode ver na página da Fundação Saramago, o escritor morreu "em consequência de uma múltipla falha orgânica", após uma prolongada doença. "Morreu estando acompanhado pela sua família, despedindo-se de uma forma serena e tranquila", acrescenta o texto, em letras brancas, sobre fundo negro.
A comundiade de Lanzarote "chora a morte do seu filho adoptivo", desde 1997, e decretou já três dias de luto pelo falecimento do escritor, adiantou José Juan Cruz, que é alcaide de Tías.
Em entrevista à RTP, o editor de José Saramago, Zeferino Coelho, recordou que o Nobel da Literatura "estava doente há algum tempo, às vezes melhor outras vezes pior".
José Saramago nasceu na aldeia ribatejana de Azinhaga, concelho de Golegã, no dia 16 de Novembro de 1922, embora o registo oficial mencione o dia 18. Aos 87 anos, morreu o primeiro Nobel da Literatura português.
Aos três anos, foi com os pais para Lisboa, cidade em que viveu a maior parte da vida adulta. Fez apenas os estudos secundários (liceal e técnico).
Serralheiro mecânico, exerceu, depois, outras profissões, destacando-se as de editor, tradutor e jornalista.
Publicou o primeiro livro, um romance, "Terra do Pecado", em 1947, tendo estado depois sem publicar até 1966.
Em 1972 e 1973 fez parte da redacção do Jornal "Diário de Lisboa", como comentador político.
Pertenceu à primeira Direcção da Associação Portuguesa de Escritores.
Foi galardoado com o prémio Nobel da Literatura em 1998. Deixa uma vasta obra, da poesia, com que se iniciou, à prosa, que lhe valeu o reconhecimento da Academia Sueca. Foi agraciado, ainda, com inúmeras distinções e outros prémios.


quinta-feira, junho 17, 2010

Jerónimo de Sousa diz que PS "recua devagarinho" perante exigências do PSD




O secretário-geral do PCP acusou hoje, quinta-feira, o PS de "recuar devagarinho" perante as exigências do PSD e afirmou que socialistas e sociais democratas mentem e querem "rasgar a Constituição" para "eliminar direitos e conquistas sociais".
O líder comunista, Jerónimo de Sousa, falava na Baixa lisboeta, no final de um desfile promovido pelo PCP, que reuniu várias centenas de pessoas, num protesto contra as medidas de austeridade e "a política de direita".
"Com o capitalismo não há direitos perenes", avisou o secretário geral comunista, num discurso constantemente interrompido por vaias sempre que eram referidos o PS ou o PSD.
Para Jerónimo de Sousa, "sempre que a relação de forças lhes permite é vê-los a tentar liquidar os direitos para aumentar a exploração e para manter o sistema".
Se PS e PSD estão unidos "no objectivo de eliminar direitos e conquistas sociais", diferencia-os o ritmo: "O PSD quer tudo, rapidamente e em força, enquanto o PS, dizendo que resiste, recua devagarinho", sustentou Jerónimo de Sousa.
O líder comunista afirmou que PS e PSD "avançam novas medidas de retrocesso social" e estão "a apalpar terreno para, a pretexto da crise, apresentarem serviço aos grupos económicos, mexendo nas relações laborais" para permitir "despedir sem justa causa e impor a precariedade como lei universal", insistindo na acusação de que os dois partidos mentem aos portugueses.
PS e PSD "apresentam como novo aquilo que é velho e bafiento, mentem ao país", disse Jerónimo de Sousa, que deu um exemplo de uma dessas "falsidades".
"Veio o actual líder do PSD, com aquele ar de menino bem comportado, dizer que a aplicação da lei da selva, visa criar mais postos de trabalho e combater a precariedade. Que falsidade, camaradas", sublinhou, apontando a existência de "760 mil desempregados e mais de 1,2 milhões de precários".
Jerónimo de Sousa sublinhou que "a precariedade e o desemprego aumentaram" para justificar que "o problema não é a legislação laboral, mas esta política que visa rasgar a própria Constituição da República, que define os direitos dos trabalhadores como direitos fundamentais".
O secretário-geral comunista comentou ainda a reunião de hoje do Conselho da Europa, "onde Sócrates foi apresentar serviço".
"Mal vai o país em que os seus governantes, para sossegarem os interesses dos grupos económicos estrangeiros e das grandes potências, impõem sacrifícios ao seu próprio povo", criticou.
Jerónimo de Sousa deixou um apelo à luta dos trabalhadores, com um aviso: "Se não for o povo português a lutar por mais emprego, mais justiça social, pela produção nacional e pela nossa soberania, não será este Governo nem a União Europeia que o fará por nós", afirmou, prometendo a adesão do PCP ao protesto convocado pela CGTP para dia 8 de Julho.

Dream On - “Um musical numa viagem ao Sonho” subiu ao palco no Casino Estoril

  O 10º aniversário, da Associação Palco da Tua Arte, foi assinalado com um espectáculo cujo o título foi Dream On – “Um musical...