domingo, julho 04, 2010

Passos Coelho: Défice a 3 por cento



O líder do PSD, Passos Coelho, considerou ontem ser “possível” atingir a meta anunciada pelo Governo de reduzir o défice para três por cento antes de 2013.

Utilizadores com saldos nas Scut



Portagens: PSD à espera de proposta concreta do Governo

O PSD está à espera de que o Governo concretize o que já terá sugerido discretamente: um sistema de descontos para automobilistas frequentes das três auto--estradas sem custos para o utilizador (Scut) que deverão ser portajadas a partir de 1 de Agosto. Depois de resolvida a questão do ‘como’ pagar as Scut, trata-se agora de arranjar uma solução consensual para o ‘quem é que vai pagar’.


O Governo recusa, para já, confirmar este novo modelo de discriminação positiva, o que não é de estranhar, tendo em conta as ideias já sugeridas, e esquecidas, para convencer o PSD. Com efeito, Sócrates já sugeriu isenções para os residentes (23 de Junho), o secretário de Estado das Obras Públicas avançou com o critério do poder de compra concelhio (29 de Junho) e, neste fim-de-semana, o governo terá proposto um sistema de descontos, em substituição de isenções.
O conceito de descontos mensais já é usado na ponte 25 de Abril, à entrada em Lisboa, aplicado a quem tem Via Card ou mesmo a Via Verde. Nestes casos, os descontos variam entre os 10% (entre 1 e 12 passagens) e o gratuito, para quem cruze a ponte mais de 71 vezes.
A ser aplicado, este princípio beneficiaria os utilizadores frequentes, por um lado, e garantiria as receitas, de que nenhum dos dois maiores partidos pretende abdicar. De qualquer forma, o PS e o PSD asseguraram, no projecto acordado para enquadrar o chip, que o Dispositivo Electrónico de Matrícula (DEM) permite acolher um sistema de isenções ou descontos.
O socialista Vítor Baptista, que sempre defendeu portagens nas Scut face à crise, deixou ontem o alerta de que "aos custos políticos" se acrescenta o arrecadar de receitas. E só admite tratamentos diferenciados nos casos em que as auto-estradas sem custos foram feitas em cima de outras vias. Pedro Passos Coelho, líder do PSD, frisou que espera uma proposta concreta com os custos.

DETALHES

TURISMO

A Associação de Empresas Turísticas Portuguesas considera que a introdução de portagens nas Scut pode retirar competitividade à economia portuguesa, por condicionar a circulação rodoviária dentro do País.

ALGARVE

Jerónimo de Sousa afirmou que o PCP "está presente no protesto contra as portagens atabalhoadas no País e no Algarve" e defendeu que a Estrada Nacional 125 não é "uma alternativa que garanta com eficiência a segurança".

Pires de Lima: Sócrates é ditador



Antigo bastonário da Ordem dos Advogados, Pires de Lima disse à RR que Portugal é governado por “incompetentes” e acusou José Sócrates de ser um “ditador”.

Acabou o crédito fácil e barato em Portugal



Banca: Líder dos banqueiros afirma que o mercado estava distorcido

O líder da Associação Portuguesa de Bancos (APB), António de Sousa, veio ontem repetir o que a maior parte dos banqueiros portugueses já deixou claro: "As empresas vão ter de se habituar... Acabou o crédito fácil e barato".


Habitualmente parco em palavras, António de Sousa afirmou, em entrevista à Lusa, que 'não fazem sentido spreads de 0,25% ou 0,35%', um cenário que nos últimos anos só foi possível porque o mercado estava 'distorcido'. O líder dos banqueiros não tem dúvidas de que 'essa situação de crédito fácil e barato vai desaparecer', sublinhando que 'as empresas vão ter de voltar àquilo que sempre existiu', ou seja, ao panorama que existia antes de o mercado se ter tornado 'irracional'.
No entender do presidente da APB, perante o cenário de dificuldades que se avizinha, as empresas portuguesas deverão aumentar os capitais próprios, porque têm 'os níveis de capitalização mais baixos em todo o panorama europeu'.
Sobre a solidez da Banca portuguesa, António de Sousa fez questão de sublinhar que o sector 'está de boa saúde' e desvalorizou a necessidade de financiamento das instituições financeiras do País junto do Banco Central Europeu.
'Fala-se muito de Portugal, mas isso não é, neste momento, uma situação específica de Portugal. O montante que Portugal está a ir buscar ao BCE, em percentagem do PIB, é inferior aos de vários outros países. É uma situação que não é desejável, mas não é muito extraordinária', garantiu.

PORMENORES

RENTABILIDADE

António de Sousa está preocupado com a baixa rentabilidade dos bancos portugueses, que torna mais fáceis cenários de consolidação.

PRIVATIZAÇÃO

Para o líder da APB, 'vai ser difícil, neste momento, com os mercados como estão' voltar a privatizar o BPN. O processo deverá, assim, sofrer atrasos.

BASILEIA III

O líder dos banqueiros está ainda apreensivo com a nova directiva europeia de requisitos de capital, Basileia III, que trará dificuldades à Banca.

Dream On - “Um musical numa viagem ao Sonho” subiu ao palco no Casino Estoril

  O 10º aniversário, da Associação Palco da Tua Arte, foi assinalado com um espectáculo cujo o título foi Dream On – “Um musical...