sábado, outubro 02, 2010

República/100 Anos: "Estamos a cair num desinteresse e numa modorra que é relativamente difícil" - Jorge Sampaio



O aumento do "fosso social" e...

O aumento do "fosso social" e uma vida política "pouco participada" são as principais preocupações de Jorge Sampaio quando se celebram os 100 anos da implantação da República.
"Há desenvolvimentos extremamente positivos. Mas temo que cresça o fosso entre os decisores e os cidadãos em geral. Isso é muito mau para a coesão social que o país tem de ter, a única maneira de poder avançar por entre as vicissitudes da globalização. E, por outro lado, uma vida política e democrática ainda muito pouco participada...Estamos a cair num desinteresse e numa modorra que é relativamente difícil. E sobretudo temos de combater a falta de esperança", considerou o ex-Presidente da República, 71 anos, em entrevista à agência Lusa.
O desemprego jovem, a ausência de "formação necessária", a persistente emigração "demonstram que as pessoas não estão a ter esperança naquilo que o país pode proporcionar", sublinhou o antigo chefe de Estado (1996-2006). Num momento em que a crise "se arrisca a ser o principal tema de que se fala".
Ao referir-se a uma situação de "extrema dificuldade", o antigo Presidente sublinha a necessidade de "sermos fiéis aos valores que enformaram a República" e de enfatizar os "bons momentos" que demonstram capacidade em ultrapassar os obstáculos.
"Mas ao mesmo tempo, são momentos que têm de nos motivar para que as dificuldades não se repitam, embora não da mesma maneira mas com características idênticas. Esse parece ser o ponto mais importante", considera.
A necessidade de "repartir o esforço para que não sejam sempre os mesmos a salvar-se" e evitar que "seja sempre o mesmo que paga todas as facturas" foi outro aspecto sublinhado por Jorge Sampaio.
"Estou preocupado com a necessidade de uma visão patriótica, moderna e de esperança, e que os sacrifícios que são precisos ser feitos sejam tão desiguais que só aumentem desconfiança, desconforto e distâncias face aos que têm capacidade para decidir", frisou.
Ao pronunciar-se sobre a actual "época de incertezas", considera que a "velocidade das mudanças" em termos estratégicos, de alterações climáticas ou das energias está a originar "uma enorme desconfiança em relação ao seu futuro e também crises de coesão social significativas".
Em paralelo, e em jeito de comparação com a sua geração de políticos, denota hoje entre os decisores "um pendor mais tecnocrático e que corresponde mais a uma evolução de dar menos importância aos valores, coisa que considero questão fundamental".
No entanto, ao definir como indispensável a "renovação das gerações com responsabilidade políticas", alerta para a necessidade "de não deixar adormecer a vivência da cidadania e da participação, a sociedade civil viva".
A necessidade de combater o desencanto e a descrença do cidadão comum face aos políticos constitui para Jorge Sampaio a grande prioridade de um momento particularmente complexo.
"O que foi adquirido precisa de ser regado todos os dias e penso que na nossa política quotidiana há algo que não é perceptível, no melhor sentido do termo, pelos cidadãos em geral", sublinha.
"Isso exige dos actores políticos uma grande consciência do que é preciso fazer e dos exemplos que têm de dar, e têm que dar. Um combate sério àquilo que são as perigosas tentativas de 'affairismo', de ligação muitas vezes profunda entre poder económico e poder político".
Ao definir a República como um "sistema de legitimidade democrática", o antigo chefe de Estado considera no entanto que é necessário ter a noção "de que não existem apenas direitos".
E concretiza: "A República também é a autoridade, é anseio de justiça mas também é preciso justiça célere, os ideias republicanos são de seriedade, honestidade, mas também há corruptos e é preciso persegui-los".
Mas conclui com um sinal de esperança, ao referir-se a uma "nova maturidade na abordagem das matérias" que resultaram após as "confrontações" que se seguiram ao 25 de Abril.
"Julgo ser necessário distinguir entre o contributo que a República dá, nos valores, nas lições, nas vicissitudes, nas grandezas e também nas misérias, num século de vida portuguesa".

Portugal nunca teve Governo tão anti-família como este - Associação Famílias Numerosas



A Associação Portuguesa de Famílias Numerosas criticou hoje os cortes no abono de família anunciados pelo Governo e que Portug...

A Associação Portuguesa de Famílias Numerosas criticou hoje os cortes no abono de família anunciados pelo Governo e que Portugal nunca teve um Executivo tão anti-família como o liderado por José Sócrates.
"Portugal nunca teve um Governo tão anti-família e tão anti-natalidade como este", afirmou o presidente da APFN, Fernando Castro.
Em declarações à Lusa a propósito das novas medidas aplicáveis ao abono de família, designadamente o fim do quarto e quinto escalões e o corte no aumento extraordinário de 25 por cento que tinha sido dado aos primeiro e segundo escalões, Fernando Castro afirmou: "estão em linha com o que tem sido a política anti-natalidade deste Governo".
"O que vai fazer é com que Portugal, que é o único país europeu em que a taxa de natalidade tem vindo a baixar, tenha uma taxa ainda mais reduzida. Em 2009 não chegámos aos 100 mil nascimentos, quando deveríamos ter 160 mil por ano", afirmou o responsável.
Fernando Castro sublinhou que a associação tem reforçado as parcerias "com quem combate as políticas deste Governo", dando como exemplo as empresas e autarquias, e lamentou a falta de diálogo do Executivo socialista.
"Esperemos que ele [Governo] mude rapidamente pois já percebemos que não é possível qualquer tipo de diálogo. Esperamos pacientemente que ele caia", acrescentou.

República/100 anos: Um autocarro chamado República



Um autocarro da Carris percorreu hoje, pela primeira vez, o roteiro republicano de Lisboa, revelando os locais emblemáticos da...

Um autocarro da Carris percorreu hoje, pela primeira vez, o roteiro republicano de Lisboa, revelando os locais emblemáticos da revolução de há cem anos, desta vez com o grão mestre da maçonaria como cicerone.
A viagem inaugural começou pouco depois das 10:00, com convidados e jornalistas, a quem foi mostrado o percurso que este autocarro irá percorrer durante todo o mês de Outubro.
Com o grão mestre do Grande Oriente Lusitano, o historiador António Reis, a servir de guia nesta viagem inaugural, os convidados começaram este roteiro republicano nos Paços do Concelho.
Enquanto o tráfego matinal impedia que a viagem prosseguisse, António Reis explicou a importância dos Paços do Concelho, lembrando que aquela câmara já era republicana, antes da implantação deste regime, uma vez que desde 1908 que os republicanos tinham conquistado a maioria dos lugares.
Foi à varanda do edifício da actual Câmara Municipal de Lisboa (CML) que o republicano José Relvas proclamou a República e foi conhecida a composição do governo provisório.
A caminho do Terreiro do Paço, que hoje apresenta exposições alusivas à República em vários edifícios, o autocarro passou pelo Hotel Europa, com António Reis a lembrar que ali instalado o "quartel-general" durante a revolução.
Na Praça do Comércio, o cicerone lembrou a força que veio do rio, uma vez que foi nas cercarias desta praça que, a 04 de Outubro, ancoraram os navios ocupados pelos marinheiros revolucionários.
De passagem pela Estação do Rossio, foi sublinhado o papel deste espaço, dada a sua centralidade, e recordado que foi nesta estação que foi assassinado o presidente da República Sidónio Pais, em 1918.
Junto à Rotunda (hoje praça Marquês de Pombal), o historiador destacou o papel do almirante Machado Santos e classificou mesmo de "crucial" o seu empenho.
A Rotunda foi "o cenário principal da revolução de 05 de Outubro de 1910. A permanência corajosa de Machado Santos, contra todas as orientações estratégicas, não respeitando o voto dos oficiais de artilharia que ia no sentido do abandono do local, foi decisiva para a vitória republicana".
O papel de Machado Santos volta a ser recordado nos pontos seguintes da viagem: os quartéis de Campolide e de Campo de Ourique.
O Quartel de Campolide foi tomado pelo capitão Afonso Palla e alguns sargentos, antes da chegada de Machado Santos, e dele saíram várias baterias com destino à Rotunda.
Em Campo de Ourique iniciou-se a revolução republicana, encontrando-se no local uma placa que lembra o local onde explodiu a primeira granada da revolução, disparada pelo Regimento de Artilharia 1.
A viagem prossegue, passando pelo Palácio das Necessidades, onde se encontrava o rei D. Manuel II, que deixou depois este edifício em direcção ao exílio.
Na Rua do Sacramento, em Alcântara, está o penúltimo ponto do roteiro que recorda a acção que impediu a saída do esquadrão da cavalaria da Guarda Municipal.
Com uma duração de cerca de uma hora, o Autocarro do Centenário é uma iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa e da Carris, com o apoio da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República.
A iniciativa inclui ainda visitas a duas exposições alusivas aos 100 anos da República.


Euromilhões “dá” 129 milhões de euros para a semana



O Euromilhões vai ter um “Jackpot” de 129 milhões de euros na próxima semana.

No concurso desta semana que sorteou os números 1, 4, 6, 27 e 48 e as estrelas 1 e 6, não houve um feliz contemplado com o primeiro prémio, acumulando aos 100 milhões de euros desta semana mais 29 milhões.
Com um prémio de 100 milhões de euros, o Euromilhões tinha registado uma verdadeira corrida às apostas, que deverão intensificar-se para a próxima semana.
A chave conhecida ontem premiou cinco segundos prémios, de 400 mil euros cada, em Portugal.

Dream On - “Um musical numa viagem ao Sonho” subiu ao palco no Casino Estoril

  O 10º aniversário, da Associação Palco da Tua Arte, foi assinalado com um espectáculo cujo o título foi Dream On – “Um musical...