quarta-feira, novembro 10, 2010

NATO: PSP vai 'blindar' cimeira contra escutas e bombas



Lisboa

Material electrónico que a polícia portuguesa vai receber coloca-a ao nível das melhores equipas de segurança do mundo

A PSP está a comprar equipamento electrónico topo de gama para "blindar" totalmente a zona do Parque das Nações durante a realização da cimeira da NATO, contra qualquer tentativa de escutas ilegais, activação de bombas através de telemóveis ou uso de armas laser. A polícia ficará também com a capacidade de fazer intercepção de comunicações via rádio, detectando e localizando eventuais transmissões através destes sistemas, muitas vezes utilizados por grupos terroristas.
Este equipamento faz parte do material que o Governo está a adquirir, com carácter de urgência, para ser usado na operação de segurança do encontro dos líderes da Aliança Atlântica, com financiamento do Governo Civil de Lisboa, no valor global de cerca de cinco milhões de euros. O DN teve acesso aos cadernos de encargos da compra, por ajuste directo, e à extensa lista de compras (ver quadro em cima).
O material electrónico consiste em equipamento de vigilância e contravigilância, contra-espionagem e contra-informação. Parte dele, segundo fontes policiais, "só é usado nalgumas operações mais complexas de intelligence em fontes abertas, da competência dos serviços de informação".
As equipas de segurança electrónica da PSP, que garantem a fiabilidade das comunicações das altas entidades que protege, como o Presidente da República ou ou primeiro-ministro, são quem vai manobrar estes novos equipamentos. Apesar de estas equipas já terem material semelhante, com as novas aquisições ficam ao nível das melhores equipas de segurança do mundo.
Entre as novas capacidades está a detecção de transmissões rádio de qualquer tipo, localizando as coordenadas da origem da emissão e identificando os possíveis alvos; bloqueamento de todas as comunicações numa determinada área, para evitar, por exemplo, que possam ser accionados engenhos explosivos através de telemóveis; contra-espionagem de linhas telefónicas, detectando escutas ilegais e podendo inserir no sistema informações falsas para detectar a origem; provocar um ruído acústico em determinadas instalações para bloquear eventuais escutas ambiente; detectar feixes de infravermelhos, provenientes de armas, dirigidos para a área de segurança.
O equipamento electrónico, que foi escolhido a dedo pelo Departamento de Informações Policiais (DIP) da PSP, é, segundo alguns peritos consultados pelo DN, "o melhor que há no mercado". É neste departamento da polícia que estão integradas as equipas de segurança electrónica.
Segundo a lei orgânica da Polícia de Segurança Pública, o DIP tem, entre outras competências, a de "promover estudos e auditorias de segurança", "realizar avaliações de segurança pessoais ou institucionais" e, mais importante ainda, "realizar as adequadas averiguações de segurança em caso de quebra ou comprometimento de segurança da informação".

Parque das Nações receia violência na Cimeira da Nato



Segurança

Mais do que preocupados com as interdições do trânsito, os moradores do Parque das Nações temem actos de vandalismo que possam ocorrer na Cimeira da Nato a realizar-se, em Lisboa, nos dias 19 e 20.

"As pessoas que nos procuram, e são muitas, estão bastante preocupadas com os cortes de trânsito. Mas o que mais as assusta é mesmo a questão da segurança porque sabem que em eventos como este há sempre manifestações de violência", explicou ao DN Marcos Neves, da Associação de Moradores e Comerciantes do Parque das Nações. A destruição de carros está no topo das preocupações dos moradores.
Marcos Neves aproveita para solicitar à PSP o maior número de informações sobre os cuidados que as pessoas devem ter e sobre os cortes de trânsito e respectivas alternativas. Deixa ainda críticas ao facto dessas informações terem chegado demasiado tarde e não serem ainda muito concretas.
"Há duas semanas que começámos a ser abordados pelos moradores e comerciantes sobre os transtornos que iriam ter. Mas só no sábado e após termos contactado o Ministério dos Negócios Estrangeiros é que a PSP nos enviou um e-mail referente ao condicionamento de trânsito".
A informação passou a ser reencaminhada por todos os meios possíveis: no site da associação, no facebook e directamente aos sócios. "Há que informar o maior número de pessoas sobre o caos que se vai instalar no Parque das Nações no decorrer da Cimeira da Nato", referiu Marcos Neves, adiantando que embora reconheça a importância do evento, há que tomar medidas para organizar ao máximo um espaço onde "vivem cerca de 20 mil pessoas, trabalham outras tantas e é visitada talvez por mais".

Portugal paga juro de 6,806% no leilão



Emissão de dívida

Portugal colocou esta quarta-feira de manhã 1242 milhões de euros, com o juro mais alto de todo o ano. No prazo a 10 anos, a taxa média subiu para os 6,806%.

Os juros agravaram-se em ambas as maturidades (de seis e dez anos), ficando muito perto dos 7 por cento. A 10 anos a taxa média ponderada fixou-se em 6,806%, mais do que os 6,242% verificados na última emissão com as mesmas características. A 6 anos a subida foi ainda mais expressiva, com os juros a atingirem o valor médio de 6,156% face aos 4,371% verificados na última operação comparável.
Naquele que foi o último leilão do ano para Portugal, o presidente do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP), Alberto Soares, revelou que os bancos estrangeiros compraram cerca de 70% do montante total de Obrigações do Tesouro (OT) colocadas.
O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, garantiu que a emissão de dívidas "correu bem dadas as circunstâncias".
O IGCP queria colocar entre 750 e 1250 milhões de euros neste leilão.

Juros negoceiam em máximos históricos



Acima dos 7%

Os juros da dívida portuguesa a 10 anos estão esta quarta-feira a negociar acima dos sete por cento no mercado secundário, o máximo histórico, depois de o tesouro português ter pago a taxa mais alta do ano para colocar dívida pública.

Pelas 14h41, os juros das Obrigações do Tesouro a dez anos chegaram aos 7,019 por cento no mercado secundário, acima do anterior recorde de 6,776 por cento registado a 8 de Novembro de 2010.
Isto acontece no dia em que Portugal colocou 1.242 milhões de euros no mercado em dívida de longo prazo, na última emissão de 2010, mas à taxa de juro mais alta deste ano.
Os juros ultrapassam assim o limite de 7 por cento que, em declarações ao ‘Expresso’ em Outubro, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, disse que Portugal "entra num terreno" em que "essa alternativa [recorrer ao FMI] começa a colocar-se".
Já esta quarta-feira, o responsável pela pasta das Finanças não quis voltar a falar desta barreira mas afirmou que não ignora "as consequências e dificuldades trazidas para o País pela manutenção de taxas de juro tão elevadas".
O ministro da Economia disse, terça-feira, em declarações à Lusa que "não há nenhum limite objectivo, nem a fixação de nenhuma fronteira" para pedir ajuda a organismos internacionais.
A mesma ideia foi reiterada à tarde na comissão parlamentar dos Orçamentos e Finanças, onde Vieira da Silva disse que não há "números mágicos" apesar de ter reconhecido que a situação é "preocupante".

Propostos aumentos de 0,4% para funcionários europeus



Prevê-se polémica devido a planos de austeridade

A Comissão Europeia propôs aumentos salariais anuais de 0,4 por cento para os milhares de funcionários da União Europeia, em Bruxelas e no Luxemburgo, o que ameaça suscitar polémica devido aos planos de austeridade dos Estados membros.

No ano passado, Bruxelas e os Estados-membros já entraram em choque devido a esta questão, com os governos europeus a recusarem aumentos de 3,7% propostos pela Comissão, ficando nos 1,85 por cento devido ao contexto de crise económica e rigor orçamental.
O executivo comunitário, que insiste que apenas está a seguir as regras comunitárias, acordadas pelo Conselho (Estado-membro), recorreu mesmo para o Tribunal Europeu de Justiça, sendo esperada uma sentença em 2011.
Desta feita, Bruxelas propõe uma revisão salarial tendo em base a evolução dos salários dos funcionários nacionais de uma amostra de oito países europeus, que representam 76 por cento da riqueza da UE (Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Espanha, Holanda, Bélgica e Luxemburgo), mas também um índice de inflação específico para os expatriados em Bruxelas, que aponta para uma subida dos preços de 2,4 por cento.
No final, argumenta Bruxelas, os funcionários europeus registarão uma perda do poder de compra na ordem dos 2 por cento, à semelhança dos seus colegas dos oito países da amostra utilizada para os cálculos da Comissão.
No entanto, a questão não é pacífica, até porque os funcionários europeus gozam ainda de regalias e prémios específicos e de um tratamento fiscal privilegiado dado o seu estatuto de expatriados, enquanto em muitos Estados-membros os funcionários públicos viram os seus aumentos congelados ou salários mesmo reduzidos, caso de Portugal.

Portugueses com mais cartões



Consumo diminui

Os portugueses têm cada vez mais cartões de débito mas usam-no menos. Esta é a conclusão de um estudo apresentado esta quarta-feira pela Mastercard.

De acordo com o estudo da Mastercad, 86,4 por cento de todos os portugueses com mais de 15 anos têm um cartão de débito. Uma subida face a 2008 e 2009. E um terço da população tem pelo menos dois cartões de débito na carteira.
Apesar de haver mais cartões de débito nas mãos dos portugueses, dada a "delicada situação financeira, os consumidores parecem estar a refrear o consumo", segundo Paulo Raposo, da Mastercard Europe. De facto, existe uma quebra de cerca de um ponto percentual no número de consumidores que usam o cartão para fazer gastos. Mesmo assim, 95,6 por cento da população admite usar o cartão de débito.
Com o cartão de crédito "as pessoas usam os seus cartões menos frequentemente, o que é indicador da quebra de consumo". A maioria dos detentores de um cartão de crédito, 32,4 por cento, preferem ter apenas um cartão desse tipo para ser mais fácil controlar os gastos.
Compras de supermercado, roupa e hóteis continuam a ser as justificações mais frequentes para usar tanto o cartão de débito como o de crédito.

Estudantes saíram à rua para exigir fim dos exames nacionais



Alunos contra novo Estatuto do Aluno

Estudantes do ensino básico e secundário manifestaram-se esta quarta-feira em vários pontos do País para reivindicar o fim dos exames nacionais, um novo Estatuto do Aluno e a aplicação da Educação Sexual nas escolas.

Em Lisboa, cerca de 50 estudantes de várias escolas secundárias manifestaram-se frente ao Ministério da Educação (ME) e a plenos pulmões exigiram o fim dos exames nacionais, a revisão do Estatuto do Aluno, manuais gratuitos e a implementação da educação sexual nas escolas.
A concentração começou no Largo Saldanha, em pleno centro de Lisboa, e dali foram escoltados por vários elementos da PSP até à Avenida 5 de Outubro.
Também alunos de vários concelhos do distrito de Setúbal saíram à rua para protestar contra as políticas educativas do Governo.
Inês Maia, uma das responsáveis pela manifestação que decorreu em Almada, adiantou que os estudantes exigem um novo Estatuto do Aluno e lembrou que a Educação Sexual nas escolas é algo que já foi garantido, mas que não é uma realidade na maioria das escolas.
"Conseguimos uma vitória com a alteração do regime de faltas, mas parte do Estatuto do Aluno passou para pior, sendo hoje mais fácil suspender ou expulsar um aluno. A Educação Sexual é também uma luta antiga dos alunos", disse Inês Maia.
Outras das reivindicações dos alunos é o fim dos exames nacionais, porque "põe em causa a avaliação contínua e barram a entrada de muitos [estudantes] no ensino superior", adiantou.
A aluna lembrou também a privatização de alguns sectores dentro das escolas, como os bares ou papelarias, que tornam os preços mais elevados, e apontou ainda a falta de funcionários e professores e escolas em más condições.
"Os cerca de 700 estudantes que estiveram hoje em frente à Câmara de Almada foram recebidos pela vereadora da Educação que manifestou a sua solidariedade para com a luta e reforçou a ideia que os estudantes devem ser ouvidos", disse.
Também no Barreiro manifestaram-se mais de uma centena de alunos, que se dirigiram à Câmara Municipal, onde foram recebidos pela vereadora da Educação, Regina Janeiro.
"A vereadora manifestou apoio aos estudantes, lembrou as lutas do seu tempo como aluna e referiu que quem não luta não ganha. Esta luta tem como base uma educação gratuita e o fim dos exames nacionais, que só diminuem o acesso ao ensino superior e não são um modo de avaliação justo", disse à Lusa João Capitão Mor, um dos organizadores da acção de luta.

PROTESTO EM COIMBRA

Em Coimbra, segundo a PSP foram cerca de 120 os estudantes a manifestarem-se, mas Catarina Albuquerque, da organização do protesto, estimou entre 150 a 175 o número de manifestantes.
Oriundos de várias escolas, os estudantes concentraram-se na Praça da República, desceram até aos Paços do Município, onde entoaram palavras de ordem, e depois marcharam até ao Governo Civil de Coimbra, onde entregaram uma moção, disse Catarina Albuquerque.
Segundo esta aluna do 12º ano da Escola Secundária José Falcão, os jovens reclamavam mais investimento na educação e protestavam contra os "cortes na acção social escolar".
O protesto em Coimbra foi organizado por um grupo de alunos, aderindo ao Dia Nacional de Luta convocado pela Delegação Nacional de Associações de Estudantes do Ensino Básico e Secundário.

Dream On - “Um musical numa viagem ao Sonho” subiu ao palco no Casino Estoril

  O 10º aniversário, da Associação Palco da Tua Arte, foi assinalado com um espectáculo cujo o título foi Dream On – “Um musical...