sexta-feira, julho 16, 2010

Audiências do Mundial inferiores às de 2006



Cada jogo do Mundial de Futebol 2010, que decorreu na África do Sul, foi visto por uma média de 875 mil telespectadores portugueses, audiência aquém das de 2006, informam dados revelados pela agência de meios Initiative.
No campeonato mundial de 2006 foi registada uma audiência média de 2,2 milhões de espectadores por jogo.
Nessa altura, a televisão em sinal aberto transmitiu menos 36 partidas do que este ano, tendo a selecção portuguesa atingido as meias finais da competição, elementos que explicam o decréscimo da audiência média registada no Mundial decorrido na África do Sul.
A audiência média dos jogos de Portugal no Mundial deste ano foi de 1,9 milhões de telespectadores, enquanto que a total ascende aos 3,3 milhões.
Em comparação com o Mundial de 2006, informa a Initiative, assinala-se a diminuição de perto de um milhão de telespectadores na audiência média.
Entre os jogos sem a participação da equipa portuguesa, a final entre Holanda e Espanha e a meia-final que opôs Alemanha e Espanha foram os jogos com maior audiência média.
No que refere às audiências mensais, a Initiative refere que "apesar de a RTP1 ter transmitido os jogos" da selecção portuguesa "e outras 28 partidas do mundial, tal não foi suficiente para ultrapassar a TVI", líder no mês de Maio, no período do campeonato".
"Ainda assim, o canal estatal viu diminuir a diferença para com a TVI (26,3 por cento na RTP e 26,8 por cento a TVI)", sublinha a agência de meios.
Já no que concerne ao perfil do espectador, a Initiative diz que em eventos desportivos como o Mundial de futebol "o perfil da audiência é cada vez mais transversal a todas as idades, classes e sexos".
O público feminino, segundo os dados hoje divulgados, "teve um maior peso na audiência dos jogos com a participação" de Portugal quando comparado com os restantes jogos do mundial ou "mesmo com os tradicionais jogos de futebol da primeira liga".

Estado corta apoios a refeições nos ATL




Alguns centros distritais da Segurança Social estão a avisar as Instituições Particulares de Solidariedade Social que, a partir de 1 de Setembro, deixarão de comparticipar o almoço dos Ateliês de Tempos Livres, o que pode pôr em causa a alimentação de muitas crianças.
O alerta foi deixado ontem pelo padre Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) - que representa cerca de 2700 instituições do país - numa carta enviada a todos os presidentes de IPSS com ATL, incentivando-os a "não dar satisfação às intimações dos centros distritais do Instituto de Segurança Social" (ISS) e admitindo até que poderão vir a recorrer aos tribunais, caso os acordos de cooperação sejam "ilegitimamente cessados".
O ambiente entre as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e o ISS está "de cortar à faca", com Lino Maia a admitir, ao JN, que, "com as dificuldades que nos estão a colocar, provavelmente vamos ser confrontados com a necessidade de encerrar muitos ATL".
De acordo com Lino Maia, as "intimidações" que têm estado a chegar nos últimos dias às IPSS "não são todas literalmente coincidentes", mas "a orientação geral é a da diminuição significativa dos apoios dos ATL e, à sucapa, o seu encerramento". Facto que não compreende quando, nos últimos meses, tem estado a haver um aumento de procura de pais, insatisfeitos com a resposta das Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC), garante.
Lino Maia diz que, particularmente no Norte, o argumento invocado para esta decisão é de "contenção orçamental", facto que considera ser de "demasiada insensibilidade e injustiça como se não fossem as IPSS que fazem mais no nosso país pelos carenciados e fossem elas as responsáveis pelo défice".
O Inquérito às Condições de Vida e Rendimento ontem divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) revela que quase metade da população portuguesa (41,5%) estaria em risco de pobreza se não fossem os apoios sociais e que as crianças até aos 17 anos são o grupo mais vulnerável: 22,9% dos menores de 17 anos correm risco de pobreza.
Lino Maia insiste que, para muitas das cerca de 90 mil crianças que frequentam os ATL das IPSS, a merenda de meio da manhã e da tarde é, muitas vezes, o seu pequeno-almoço e ceia e que o almoço que lhes é servido é a única refeição quente do dia. Pelo que considera "preocupante e grave" a decisão da Segurança Social de acabar com estes apoios.
O presidente da CNIS garante que "não houve iniciativa absolutamente nenhuma para rever o protocolo de colaboração" que vigora entre as IPSS e o ISS e que o que está a ser proposto é "inaceitável e ilegal". Nalguns casos trata-se de rever os anexos do acordo, noutros de cessar o acordo em vigor para celebrar um novo.
Mas Lino Maia diz que, face às "exigências ilegítimas" da Segurança Social, há o "risco" de não poderem celebrar novo acordo por falta de dotação ou de licenças".
Contactado pelo JN, o gabinete da ministra do Trabalho e Solidariedade, Helena André, não quis comentar este assunto, explicando que já está agendada para a semana uma reunião com o presidente da CNIS para abordar estes e outros assuntos.

PSD e Bloco exigem esclarecimentos sobre corte nas refeições nos ATL



PSD e Bloco de Esquerda exigiram hoje, sexta-feira, esclarecimentos da ministra do Trabalho e Solidariedade Social sobre o corte nas comparticipações dos almoços das crianças nos ateliês de tempos livres (ATL), medida que consideram "intolerável" e "absolutamente injusta".
Os grupos parlamentares dos dois partidos entregaram hoje na Assembleia da República requerimentos a pedir à ministra Helena André que explique a medida que, segundo a edição de hoje do Jornal de Notícias, implica o fim do pagamento de subsídio de refeição nos ATL a partir de Setembro.
O jornal cita o presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, padre Lino Maia, que alerta que alguns centros distritais da Segurança Social estão a avisar as instituições particulares de solidariedade social sobre esta medida, que poderá pôr em causa a alimentação de muitas crianças.
"Para quem defendeu o Estado Social e a luta contra a pobreza como o senhor primeiro ministro [na quinta feira no debate sobre o estado da Nação], tem aqui um exemplo que é exactamente ao contrário", afirmou hoje aos jornalistas Adão e Silva, do PSD, que vê nesta medida uma "situação intolerável".
Admitindo a necessidade de reduzir a despesa, o deputado social democrata deixou um pedido: "não tirem o pão às crianças pobres".
Pelo Bloco de Esquerda, Helena Pinto considerou "muito esclarecedor" que esta medida seja conhecida "no dia seguinte ao debate do estado da Nação, em que o primeiro ministro mistificou e não disse a verdade toda sobre a situação da pobreza em Portugal".
"É uma medida absolutamente injusta e inqualificável", defendeu a deputada bloquista, que sublinhou que "é óbvio que a pobreza aumentou porque o desemprego aumentou e as dificuldades das famílias aumentam todos os dias, e tudo isto porque o Governo continua a aplicar uma política ultraliberal a nível social".

Passos Coelho: "Não quero e não vou cozinhar governos com ninguém"



Pedro Passos Coelho está indisponível para negociar o Orçamento de Estado para 2011 antes da sua apresentação formal.
“Se negociássemos o Orçamento com o Governo fora do Parlamento, o Orçamento apresentado seria do Governo e do PSD. Ora, não se trata do ‘nosso Orçamento’, mas do Orçamento do Governo do PS. Isso tem de ficar claro”, afirmou hoje, sexta-feira, ao JN.
Não se repetirá o apoio dado ao pacote de medidas de austeridade, que arrastou o PSD para uma posição desconfortável de partilha de responsabilidades por um aumento de impostos e de cortes nas despesas sociais resultantes das políticas do Governo.
“Não quero e não vou cozinhar governos com ninguém”, adverte.
O líder social-democrata justifica esse apoio conjuntural com a urgência de evitar naquela altura o corte do crédito à economia nacional.
?Se não tivéssemos tomado esta posição na altura que o fizemos, o Governo iria cair?, justificou na SIC Notícias após o debate sobre o Estado da Nação.
Passos Coelho garante agora que o Governo terá todo o espaço de manobra necessário para apresentar as suas soluções na Assembleia da República, mas, faltando uma maioria absoluta, terá de decidir em que termos pretende negociar com os restantes partidos.
“O PSD já clarificou como ponto de partida aquilo que não considera aceitável”. Dito de forma mais simples, Passos Coelho chumbará um Orçamento que assuma mais cortes nas deduções fiscais com a saúde e educação por representarem “mais ataques à classe média”.

Navio encontrado no World Trade Center



Um pedaço de um navio, presumivelmente do Século XVIII, foi encontrado nas ruínas do World Trade Center, em Nova Iorque, nos EUA.

O navio foi encontrado por baixo do World Trade Center, 20 metros abaixo da superfície das torres destruídas por um ataque terrorista em Setembro de 2001.
Arqueólogos de Nova Iorque têm vindo a analisar o local há mais de um ano e concluíram que o navio não foi tocado por nenhuma construção.
No momento, os arqueólogos ainda se encontram a analisar o local e a recolher elementos, para que mais tarde possam concluir ao certo o que aconteceu entre o fim do século XVIII e XIX.
Molly McDonald, arqueólogo nova-iorquino, diz que o navio foi construído entre 1797 e 1836.

Mais de cinco mil milhões utilizam telemóvel



Número de utilizadores da Internet móvel sofreu crescimento exponencial

Actualmente existem mais de cinco mil milhões de pessoas com telemóvel, contribuindo para isto o aumento de assinantes na China e na Índia. As perspectivas apontam para que, em breve, 80 por cento do Mundo tenha acesso à Internet através das redes móveis.


De acordo com o jornal espanhol ‘Cinco Días’, em dez anos os números subiram astronomicamente, no que diz respeito a assinantes móveis, passando dos 750 milhões para os cinco mil milhões.
Outro dado importante é o aumento no número de utilizadores de banda larga móvel, sendo expectável que este ano se ultrapasse os 3 400 milhões, quando há um ano existiam somente 360 milhões.

Cobrança a 1 de Agosto fica mais difícil



Reunião da Comissão de Obras Públicas de ontem foi adiada para a próxima semana, a pedido do Partido Socialista


A reunião da Comissão de Obras Públicas de ontem, que deveria votar o calendário da cobrança de portagens nas Scut, foi adiada para a próxima semana, o que torna a cobrança de portagens nas três auto-estradas do Norte a partir de 1 de Agosto cada vez mais difícil. Segundo o presidente da comissão, José Matos Correia, "o pedido foi feito pelo PS, com a aquiescência do PSD". E não foi invocado motivo para este adiamento.


"Não me disseram a razão, mas imagino que o PS ainda não tenha tido tempo para analisar a proposta do PSD", disse ao CM o deputado Jorge Costa, do PSD, em referência à recente proposta dos social--democratas, na quarta-feira, que prevê que a cobrança de portagens só comece 30 dias após a entrada em vigor de um novo decreto-lei, a aprovar pelo Governo. Segundo o PSD, esse decreto-lei deverá instituir "a aplicação do princípio da universalidade", ou seja, a cobrança em todas as Scut e garantir "medidas de equidade ou de discriminação positiva".

Dream On - “Um musical numa viagem ao Sonho” subiu ao palco no Casino Estoril

  O 10º aniversário, da Associação Palco da Tua Arte, foi assinalado com um espectáculo cujo o título foi Dream On – “Um musical...