sexta-feira, julho 23, 2010

Lula da Silva chora durante entrevista



Lula da Silva emocionou-se ao falar de economia. O presidente do Brasil chorou ao rever as diferenças entre o país de 2003 e o de 2010, nos sete anos de presidência que agora terminam.
Sindicalista, ex-metalúrgico, homem forjado por uma vida dura de trabalho desde os sete anos, Lula da Silva já deu muitas provas de grande têmpera. Outras de humanismo, pela forma como se manteve ligado às origens humildes enquanto que liderou o Brasil nos sete anos de presidência que agora findam.
Lula da Silva emocionou-se, e chorou, ao falar de economia, numa entrevista concedia à televisão “Record”, do Brasil. Num tom exaltado, falou primeiro dos empresários. “Nunca ganharam tanto dinheiro como agora. Nunca tiveram tanta obra”, disse o presidente do Brasil, antes de ir ao encontro das origens.
"Tenho a consciência de que vou entregar um outro país. Um país com gente menos pobre, um país com trabalhadores a ganhar mais”, dizia Lula da Silva, quando se notou um primeiro, e discreto, embargo na voz. “Um país com a democracia mais consolidada, com a infraestruturas mais fortes do que já tivemos. Já fizemos tudo? Não, falta ainda muita coisa para fazer”, continuou.
Assumindo-se apenas como “o encarregado” que seguiu as orientações do verdadeiro dono da obra que transfigurou as Terras de Vera Cruz, “o povo brasileiro”, Lula da Silva não se conteve. Chorou. E chorou mais ainda ao recordar a conquista democrática que permitiu a um grupo de “catadoras de papel” fazer um empréstimo de 200 milhões de reais.
A democratização do acesso ao crédito, como um símbolo do triunfo da voz e da vontade do povo, um sinal da mudança de um país, que deixou de ter só pobres e ricos, que tem uma classe média emergente que garante de crescimento económico. “As pessoas passaram a perceber que o Brasil é deles”, continua, emocionado Lula da Silva, que em 2009 foi considerado pelo jornal britânico “Financial Times” uma das 50 pessoas que moldaram a década.
Podem tirar o metalúrgico da fundição, tirar um homem simples do meio do povo e levá-lo para um palácio, mas, pelo menos com Lula da Silva, não podem arrancar-lhe do peito o povo que lhe pulsa no coração. Ao recordar um encontro que promoveu com “pessoas de rua” no palácio presidencial, a emoção desabou, em forma de lágrimas, pela barba de um homem rijo, esse mesmo Luís Inácio que, menino ainda de sete anos, vendia laranjas no porto de Guarujá, no estado de Pernanbuco.
“Acho que estou a ficar velho”, reagiu, ao tirar o lenço do bolso, para limpar os olhos e o rosto. Mais velho e mais sábio, olha o relógio do tempo com o grande mestre, que tudo aclara. “Só vou fazer uma avaliação do Governo depois de algum tempo. Vou descobrir muitas coisas que não fiz;vou valorizar algumas coisas que fiz”, disse.
Nos sete anos de presidência de Lula, o Brasil mudou. Passou de país subdesenvolvido, ou, para aos mais optimistas, em vias de desenvolvimento, a potencia regional e, depois, mundial.
A força do petróleo, com novos e pujantes poços a brotar ouro negro, ajudou o Brasil a assumir-se como voz audível no panorama político internacional. Lula da Silva, o homem de quem o Mundo desconfiava, em 2003, foi eleito personalidade do ano de 2009 pelos jornais “El País”, Espanha, e “Le Monde”, França. Afinal, “o comuna” não transformou o Brasil numa União Soviética nas barbas dos EUA. Apenas fez do Brasil um país mais parecido com a América.



CPLP: Cavaco diz que "é preciso ir mais longe" para uma cidadania comum



Presidente da República afirmou, na abertura da cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, em Luanda, que "é preciso ir mais longe" em dossiês como a cidadania lusófona ou o envolvimento da sociedade civil na construção da Comunidade.
"É necessário ir mais longe na resposta às expectativas dos nossos cidadãos. Nesse sentido, quero assinalar os progressos registados nas negociações sobre uma convenção quadro relativa ao estatuto do cidadão da CPLP, esperando que seja possível conclui-la em breve", disse Cavaco Silva.
O chefe de Estado disse esperar que "seja possível confirmar a realização, se possível ainda no decurso do corrente ano, do I Fórum da Sociedade Civil da CPLP", na sequência do trabalho que foi feito nos últimos anos.
"A nossa comunidade tem de ser cada vez mais um projecto de cidadania, que integre e mobilize o contributo dos nossos cidadãos. A criação da assembleia parlamentar e da Confederação Empresarial da CPLP foram passos da maior relevância nesse sentido, que quero saudar calorosamente. Como o que tem sido igualmente a acção levada a cabo pelas múltiplas estruturas e fóruns em que se afirma, nos nossos dias, a vida da nossa comunidade", sublinhou.

Língua portuguesa em expansão

No momento em que Portugal transfere para Angola a presidência da CPLP, Cavaco Silva destacou "o muito que foi possível alcançar desde a cimeira de Lisboa em 2008", nomeadamente "no que diz respeito à afirmação e projecção internacional língua portuguesa".
O Presidente da República deu relevo ao "forte valor simbólico" do 5 de Maio como dia da língua portuguesa e cultura da CPLP e à "maior utilização da língua portuguesa em diversos fóruns multilaterais como a UNESCO e União Africana, o Plano de Acção de Brasília e os novos estatutos e regimento interno do Instituto Internacional da Língua Portuguesa". Para Cavaco Silva, "são instrumentos da maior relevância que seremos chamados a aprovar nesta cimeira".
Cavaco Silva recordou ainda que o Português "é uma das línguas em maior expansão em países terceiros, onde é procurado como segunda língua ou língua estrangeira".
Trata-se de "uma evolução que vai ao encontro dos interesses de cada um de nós e da nossa comunidade porque favorece a afirmação da nossa voz na cena internacional e permite tirar partido das oportunidades de cariz económico que uma língua universal comporta".
Quero a este propósito manifestar uma vez mais o firme apoio de Portugal à candidatura do Brasil a membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas e agradecer o apoio activo de cada um dos vossos países à candidatura portuguesa ao mesmo órgão como membro não permanente", disse.
A VIII Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da CPLP está a decorrer em Luanda, com as ausências dos presidentes do Brasil e de Timor-Leste, Luiz Inácio Lula da Silva e José Ramos-Horta, respectivamente.

Portátil mais barato do mundo custará 27 euros



A Índia apresentou o computador portátil mais barato do mundo, com o custo de 27 euros. Tem ecrã táctil e deverá estar disponível para instituições de ensino já no próximo ano.
O ministro indiano do Desenvolvimento dos Recursos Humanos (Educação), Kapil Sibal, anunciou, esta semana, um computador portátil que foi desenvolvido para estudantes
Segundo a edição online do jornal “El Mundo”, Kapil Sibal revelou que já estão a decorrer negociações com fabricantes mundiais para o início da produção em massa destes aparelhos.
"Chegamos a um estágio de desenvolvimento em que, hoje, a placa-mãe (motherboard), processadores, etc. custam um total de 35 dólares (27 euros), incluindo a memória, o ecrã, tudo", frisou Kapil Sibal em conferência de imprensa.
Este novo equipamento de ecrã táctil vai permitir navegar na Internet e realizar videoconferências, tendo sido criado de forma flexível para permitir acrescentar componentes adicionais de hardware.
O sistema operativo de base é o Linux e os primeiros portáteis deverão começar a chegar a instituições de ensino a partir de 2011.
O ministro indiano disse ainda que este portátil foi desenvolvido pelos principais institutos tecnológicos do país e a meta, a longo prazo, é baixar ainda mais o preço para 20 dólares (15 euros) e depois para 10 dólares (oito euros).
A Índia gasta cerca de 3% do seu orçamento anual no sector da educação e melhorou a taxa de alfabetização atingindo 64% dos seus 1,2 mil milhões de habitantes. No entanto, alguns estudos têm demonstrado que muitos alunos mal conseguem ler ou escrever, e a maioria das escolas do governo têm instalações inadequadas.

Chumbaram 7 dos 91 bancos da Zona Euro



Um banco alemão, um grego e cinco caixas espanholas falharam nos resultados dos testes de stress divulgados pelo Comité de Reguladores Bancários Europeu.
O banco alemão Hypo Real Estate Holdings, totalmente nacionalizado, o Agricultural Bank of Greece (ATEbank), e as 'cajas' espanholas Diada, Cajasur, Espiga, Unnim e Banca Cívica foram as instituições que falharam nos testes de resistência divulgados hoje, sexta-feira.
Quanto ao banco alemão, já várias notícias durante a semana davam conta de que o banco não passaria os testes.
O ATE bank, da Grécia, já veio a público dizer que vai aumentar o seu capital, por forma a cumprir com os requisitos necessários para sobreviver em clima adverso.
Os bancos foram sujeitos a testes sob dois cenários diferentes, um cenário de referência e um de clima muito adverso, adaptados a cada um dos países.
Os bancos que falharam em resistir aos testes foram os que cujo rácio de capital 'Tier 1' não aguentou acima dos 6%.
O CEBS alertou, no entanto, que os resultados não implicam a falência de qualquer um destes bancos, uma vez que têm um rácio de capital Tier 1 acima dos 4%, como exigido pelos reguladores europeus.
O objectivo dos testes de 'stress' "consistiu em avaliar a resistência de um conjunto representativo de bancos dos países da União Europeia quando sujeitos a um cenário adverso extremo, mas plausível", disse hoje em Lisboa Carlos Costa, governador do Banco de Portugal.

Finanças saúdam resultados "muito positivos" dos bancos nacionais



O Ministério das Finanças considerou hoje, sexta-feira, os resultados dos testes de resistência aos quatro bancos portugueses como "muito positivos" e que mostram que estes "são sólidos, bem supervisionados".
"Os bancos portugueses são sólidos, bem supervisionados, os seus accionistas reforçaram atempadamente os capitais quando necessário durante a crise e a sua prudente gestão do risco revelou uma muito pequena exposição a activos tóxicos e uma adequada diversificação de risco soberano", diz o Ministério das Finanças em comunicado.
Estes resultados confirmam que os bancos nacionais conseguem manter níveis de capital que garantem a sua solidez financeira mesmo quando confrontados com cenários muito adversos, salienta o ministério de Teixeira dos Santos.
"Os resultados são muito positivos para o sistema bancário português, tanto a nível consolidado como individual", afirmam as Finanças, considerando ainda que assim "fica claramente reafirmada a sua solidez e capacidade de adequadamente financiarem a actividade económica e assim continuarem a contribuir decisivamente para a recuperação do crescimento económico".
O Ministério defende também que a transparência relativa aos testes "irá certamente contribuir para a confiança necessária para assegurar a recuperação económica e financeira da União Europeia".
Por outro lado, as Finanças não deixam de sublinhar que os resultados dos testes "devem-se, entre outros factores, às políticas adoptadas em 2008 e 2009 para reforçar o capital dos bancos através de fundos públicos e privados" e que "os mecanismos criados na altura continuam disponíveis e prontos a serem utilizados nas situações em que os impactos revelados pelo teste são mais severos".

Bancos portugueses com "elevado grau de resistência" nos testes de 'stress'



A solidez das quatro instituições financeiras portuguesas (BCP, BPI, CGD e Espírito Santo Financial Group) analisadas pelo Comité de Supervisores Bancários Europeu, foi avaliada com nota positiva.
"Os quatro grupos bancários portugueses revelaram um elevado grau de resistência ao cenário adverso. Todos os grupos bancários apresentam rácios de capital Tier 1 superiores a 6% em 2010 e 2011, apesar de uma significativa redução nos níveis de rendibilidade e solvabilidade no cenário adverso, por comparação com o cenário de referência", informou o Banco de Portugal em comunicado.
De acordo com as conclusões do supervisor bancário, "o exercício não implica medidas de recapitalização no caso dos bancos portugueses".
Os resultados dos testes de resistência realizados a 91 bancos da Zona Euro, incluindo quatro portugueses - que correspondem a cerca de 74% do sistema bancário nacional -, foram divulgados hoje, sexta-feira, pela entidade liderada por Carlos Costa, após o fecho do mercado bolsista.
"Os cenários de referência e adverso foram desenvolvidos pelo Comité de Supervisores Bancários Europeu (CEBS), em estreita cooperação com o BCE (Banco Central Europeu) e com a Comissão Europeia, e incluem uma combinação de choques adversos em termos de risco de mercado e de crédito, incluindo o risco soberano, para os anos 2010 e 2011", explicou o supervisor da banca portuguesa.
O Banco de Portugal referiu também que "o ponto de partida do exercício no que diz respeito a informação contabilística e prudencial é Dezembro de 2009".
Os mercados financeiros solicitaram a publicação destes testes para que se conheça a exposição dos bancos europeus à dívida da Grécia e outros países da Zona do Euro.
O objectivo é analisar a resistência do sector bancário europeu e a capacidade que os bancos têm de suportar condições adversas e riscos nos mercados financeiros.

"Não há necessidade de reforço de capital”

Estas conclusões foram também transmitidas, em conferência de imprensa, após as 17 horas, pelo governador do Banco de Portugal. Carlos Costa sublinhou que "não há necessidade de reforço de capital no caso dos bancos portugueses".
"Os resultados obtidos confirmam que os quatro bancos portugueses que foram sujeitos ao presente exercício 'stress tests' em que representam uma porção muito significativa dos activos do sistema bancário resistem a uma severa materialização adicional de riscos a nível global e nacional", afirmou, na declaração aos jornalistas.

Dois cenários

Os testes de resistência aos bancos portugueses foram realizados tendo por base dois cenários macroeconómicos, um cenário de referência e outro adverso, que assenta na maior e mais prolongada recessão da economia portuguesa.
De acordo com o Banco de Portugal, o cenário mais adverso assenta numa diminuição acumulada do PIB entre 2009 e 2011 na ordem dos 5,3%, um desemprego de 12,8% em 2011 e das taxas de juro de longo prazo das Obrigações do Tesouro a 10 anos acima dos 5%, (5,2% em 2010 e 5,8% em 2011).
"Este cenário implica a recessão mais profunda e prolongada de que há registo", diz o Banco de Portugal, explicando que neste cenário é contemplada ainda a que o desemprego também aumente para máximos históricos perto dos 13% da população activa, uma redução dos preços das acções de 20% em 2010 e em 2011 (equivalente a uma redução acumulada de 36% no horizonte), uma diminuição dos preços no mercado imobiliário (quer residencial, quer não residencial) de 5% em cada ano.
O cenário de referência implica um crescimento de 0,5% este ano e de 0,2% em 2011, uma taxa de desemprego de 11,1% este ano e de 11,9% em 2011, e taxas de juro de longo prazo nos 4,7% e 5,1%, em 2010 e 2011 respectivamente.

"Melhor oferta educativa", defende ministra



A ministra da Educação, Isabel Alçada, considerou hoje, sexta-feira, que o reordenamento da rede escolar, com o encerramento de 701 escolas do primeiro ciclo, vai "melhorar muito" a oferta educativa.
A partir do próximo ano lectivo já não vão abrir 701 escolas do primeiro ciclo, com menos de 21 alunos, mais 200 do que a estimativa inicial do Governo, segundo dados finais revelados pelo Governo.
Isabel Alçada falava em Lisboa, à margem da entrega de prémios de mérito escolar a seis alunos do terceiro ciclo e secundário no âmbito do projecto Escolha, sobre o reordenamento da rede escolar, que deverá estar completamente concluído no ano lectivo de 2011/2012.
A ministra não divulgou o número de alunos que vão ser afectados por esta reorganização, mas garantiu que as condições e a oferta escolar a nível de equipamentos para os alunos do primeiro ciclo e jardins de infância vai "melhorar muito".
Sobre a diferença entre a primeira estimativa do Governo de encerramento de 500 escolas e a decisão final de encerrar 701, a ministra explicou que "as propostas foram das próprias autarquias".
Questionada sobre as distâncias entre as novas escolas e a residência dos alunos envolvidos, Isabel Alçada garantiu que "o relacionamento de proximidade entre a família e a escola se vai manter" e que "a actual rede viária é adequada", pelo que o transporte dos alunos será feito com rapidez.
Segundo um protocolo assinado entre o Governo e a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANPM), o fecho das escolas só podia acontecer desde que fosse assegurada a deslocação dos alunos num tempo adequado.
Sobre o facto de alguns dos centros escolares ainda não estarem concluídos antes de Setembro, a ministra explicou que "as crianças, na sua maioria, vão ficar numa escola do agrupamento" e posteriormente transitam de edifício.
"Vão abrir mais de 100 centros escolares e estão 555 aprovados e em processo de desenvolvimento que estarão prontos durante o ano lectivo. A solução encontrada para não haver interrupções é a mudança simples das crianças de um edifício para outro", disse.

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  O 10º aniversário, da Associação Palco da Tua Arte, foi assinalado com um espectáculo cujo o título foi Dream On – “Um musical...