quinta-feira, outubro 21, 2010

Polícias 'caçam' multas no semáforo



Porto

Desrespeito pelos peões nas passadeiras levam a multas de 74,94 euros por se passar com sinal vermelho.

Dezenas de multas foram ontem passadas numa operação de grande envergadura que mobilizou todos os efectivos da Divisão de Trânsito da PSP do Porto. A grande maioria por condutores apanhados a falar ao telemóvel mas também por desrespeito pela sinalização luminosa e pela colocação em perigo da circulação de peões, nomeadamente nas passadeiras.
Entre as manobras muito graves está o desrespeito pelo semáforo e passagem com o sinal vermelho. Um elemento da polícia à paisana encontrava-se dentro de uma viatura e fiscalizava o tráfego na Rua Faria Guimarães, uma das entradas da cidade. Quem fosse visualizado a cometer uma infracção era mandado parar pelo grupo de agentes fardados, na Rua do Covelo, avisados via rádio.
Muitos ainda tentavam contestar, afirmando que passaram quando o sinal estava ainda a fechar. Mas, ao serem informados que a infracção tinha sido visualizada e gravada por um elemento camuflado e numa viatura descaracterizada, desistiam da argumentação. "Não adianta protestar. A verdade é que passei já com o vermelho fechado, fiz a curva e quando vi a polícia já sabia o que me esperava", disse José Santos, um dos autuados. São 74,94 euros por uma manobra considerada muito grave.
Mais à frente uma condutora reclamava por estar "há mais de meia hora à espera que lhe passassem a multa". Foi apanhada a conduzir enquanto falava ao telemóvel. Iria ter de pagar 120 euros, ficar sem a carta e levar uma guia. Quando a polícia lhe explicou que tinha de esperar, meteu-se no carro e ao telefone dizia já a chorar: "Fui multada outra vez!"
Ricardo Jorge Pereira também foi obrigado a parar com a sua comercial para uma simples fiscalização à mercadoria. Transportava legumes, devidamente acondicionados, e por isso seguiu o seu destino. As dez divisões de trânsito estiveram também noutros locais como na Estrada Interior da Circunvalação com um radar para detectar excessos de velocidade.
A operação designa-se "Pela vida, trave", com uma primeira fase já realizada nos meses de Março, Abril e Maio. "O objectivo é diminuir o número de acidentes nas passadeiras, o controlo de velocidade, o respeito pela sinalização luminosa e a protecção dos peões quando atravessam na passadeira", explicou ao DN Coelho de Moura, chefe da área operacional do Comando Metropolitano da PSP do Porto. Aquele responsável diz que, "no Verão, houve um aumento da sinistralidade", daí realizar-se agora novamente esta operação, "com o regresso das crianças e jovens à escola e com a chegada de condições climatéricas mais propícias à ocorrência de acidentes".
A acção começou a 1 de Outubro e vai prolongar-se pelos meses de Novembro e Dezembro. Coelho de Moura diz não se tratar de uma caça à multa, mas antes sensibilizar os automobilistas para as regras de segurança e para o cumprimento do Código da Estrada.
E aí há também responsabilidades para o peões. "São muitas vezes as causas dos acidentes por se lançarem sobre a via sem olhar ou por atravessarem com o vermelho", acrescenta o coordenador. A PSP está a dar também especial atenção ao estacionamento indevido nas passadeiras e passeios e ontem uma equipa de bloqueadores e rebocadores da PSP percorria a cidade.

Câmara do Funchal convoca gabinete de emergência



Madeira

O presidente da Câmara do Funchal decidiu convocar o gabinete de emergência por causa da intensa chuva que está a cair na Madeira e provocou várias inundações, quedas de árvores e obrigou ao encerramento de algumas estradas.

A decisão foi confirmada à agência Lusa pelo vice presidente da autarquia funchalense, Bruno Pereira, garantindo tratar-se de uma medida de prevenção.
O responsável adiantou que a chuva provocou inundações na via pública em diversas artérias da capital madeirense, informando também que a circulação está encerrada na marginal da cidade, avenida do Mar e em todas as transversais da rua do Carmo.
"O que é mais preocupante são os cortes de trânsito e estamos atentos à subida de caudais das ribeiras", disse. E apelou a que as pessoas permaneçam em casa, "mais para não dificultar o trânsito, evitem a circulação nas zonas altas e expostas e estejam atentas às tradicionais quedas de árvores".
Com as imagens do temporal de 20 de Fevereiro ainda bem gravadas, diversas corporações de bombeiros da Madeira estão ocupadas face aos pedidos de ajuda por causa de muitas inundações, quedas de árvores, estradas alagadas e adufas entupidas.
A intensa chuva que começou a cair ao fim da manhã no arquipélago, que levou o Instituto de Meteorologia a colocar as ilhas da Madeira e do Porto Santo sob alerta laranja, está a afectar sobretudo os concelhos do Funchal, Câmara de Lobos e Ribeira Brava.
Fonte dos Bombeiros Voluntários Madeirenses (BVM) disse à Lusa que já "estão a reforçar os meios para alguma eventualidade".
Esta manhã esta corporação foi chamada por causa da queda de uma árvore de grande porte no pátio da escola secundária Jaime Moniz, no Funchal, que atingiu quatro viaturas.
Inundações em instalações da secretaria regional da Educação, de um infantário nas Capuchinhas e em lojas, além de uma derrocada na zona do Caminho dos Pretos, foram outros dos problemas que os BVM tiveram em mãos.
As ribeiras que atravessam a cidade começam a subir e as águas estão revoltas, caso da de S.João, um dos pontos críticos no temporal de fevereiro.
Também os Bombeiros de Câmara de Lobos disseram à Lusa "não ter mãos a medir" por causa das muitas chamadas devido a inundações em diferentes locais no concelho.
No concelho da Ribeira Brava, os bombeiros receberam muitos pedidos de ajuda devido a inundações em casas e estabelecimentos, a estrada de acesso à vila está intransitável e ocorreu um derrocada na zona dos Terreiros, por causa de um ribeiro que tinha o caudal entupido.
Apesar da insistência, não foi possível conseguir obter qualquer informação junto dos responsáveis do Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros da Madeira.

Duas escolas encerradas na Madeira devido ao mau tempo

Duas escolas encerradas na Madeira devido ao mau tempo



Mau tempo

Chuvas fortes têm assolado hoje a ilha da Madeira e já há inundações e derrocadas, o que motivou um aviso laranja por parte da Protecção Civil e activação do plano municipal de emergência no Funchal.

Desde manhã que a chuva cai em toda a ilha da Madeira. A Protecção Civil lançou um aviso de alerta laranja (o terceiro numa escala de 4). Há inundações um pouco por todo o lado e já houve registo de derrocadas. Na Madalena do Mar há estradas cortadas, em Câmara de Lobos e Calheta há registo de casas inundadas, na Serra d'Água e Ribeira Brava o caudal da ribeira tem vindo a subir, havendo, ainda, ameaças de derrocadas.
"As pessoas estão muito preocupadas", disse ao DN a empregada do bar "Poncha da Serra d'Água". Na Ribeira Brava, no adro da Igreja começou a entrar água. Nas zonas altas do Funchal, muito afectadas pelo temporal de 20 de Fevereiro, o cenário também preocupa dos moradores.
Ainda na Ribeira Brava, a Escola Padre Manuel Álvares foi encerrada e, por motivos de prevenção, as crianças foram enviadas para as suas residências em transportes proporcionados pelas autoridades. A Escola da Ponta do Sol também fechou.
Na Calheta começa a houver problemas de inundação de túneis e nas zonas altas, o caudal das ribeiras está a engrossar, situação que deverá manter-se pelo menos até às 22h00.
No Funchal, já foi accionado o plano municipal de emergência. Miguel Albuquerque, presidente da Câmara Municipal, já pediu para as pessoas se manterem em casa e não circularem nas ruas.
Em Santo António, ocorreu o desmoronamento de um muro que atingiu uma casa. Há inundações em parques de estacionamento e espaços comerciais, bem como nalgumas ruas que já tinham sido fustigadas pelo temporal de 20 de Fevereiro, junto ao Centro Comercial Anadia e ao Comando Regional da PSP. A avenida do Mar e a avenida Arriaga, junto ao Teatro Municipal do Funchal, também estão inundadas.
O DN contactou a Protecção Civil, que garante que os serviços e as autarquias se encontram preparados para qualquer eventualidade. A Protecção Civil disse ainda que "o pior já passou", mas a chuva irá manter-se.
Segundo o Instituto de Meteorologia, o pico de trovoada e precipitação acontecerá durante a próxima madrugada.

Continente e Jumbo abertos à tarde a partir de domingo



Hipermercados

A Sonae e o Grupo Auchan já comunicaram a todos os municípios que pretendem abrir estes hipermercados da parte da tarde aos domingos e feriados já a partir do próximo fim-de-semana.

A Sonae (Continente) e o Grupo Auchan (Pão de Açucar e Jumbo) confirmaram hoje que vão ter os respectivos hipermercados abertos durante todo o dia no próximo domingo, altura em que entra em vigor a nova lei que visa harmonizar o horário de funcionamento das superfícies comerciais.
Em comunicado, a Sonae realça que "a decisão é geradora de emprego e riqueza para a economia nacional", reiterando a sua intenção de criar um número significativo de postos de trabalho, estando para tal a recorrer aos centros de emprego das cidades onde se situam as lojas que, a partir de agora, verão os seus horários de abertura alargados.
Para assinalar a abertura ao domingo durante todo o dia, "todas as compras efectuadas nos hipermercados Continente serão beneficiadas com 10 por cento de desconto em cartão", informa a empresa de distribuição do universo Sonae.
Fonte do Grupo Auchan confirmou à agência Lusa que "já comunicou a todas as Câmaras dos municípios em que detêm uma loja Jumbo ou Pão de Açúcar que carecem desta comunicação, que a partir de 24 de Outubro irá adaptar os seus horários de funcionamento para abrir aos domingos e feriados à tarde".
A comunicação foi feita para que estes hipermercados possam abrir nos próximos dois domingos à tarde, que ainda não estão incluídos na época natalícia.
A abertura dos hipermercados nas tardes dos domingos e feriados a partir do próximo domingo, dia 24 de Outubro, é possível após a aprovação pelo conselho de ministros, a 22 de Julho, do alargamento do horário das grandes superfícies (mais de dois mil metros quadrados) ao domingo, passando estes estabelecimentos a poder funcionar todos os dias das 06:00 as 24:00.

quarta-feira, outubro 20, 2010

Passos impõe 4 condições para viabilizar orçamento



OE2011

O líder do PSD está disponível para deixar passar o orçamento, mas aguarda que o Governo aceite as propostas dos sociais democratas

Pedro Passos Coelho, líder do PSD, manteve hoje que os sociais democratas estão disponíveis para viabilizar o Orçamento de Estado para 2011. Mas enumerou quatro condições para o seu partido se abster na votação que se vai realizar nos dias 2 e 3 de Novembro e que permitem que o orçamento seja aprovado.
Para Passos Coelho, as quatro condições são: assegurar a transparência das contas públicas, garantir maior equidade na distribuição dos sacrifícios com maior corte na despesa do Estado, canalizar as poupanças para diminuir o agravamento fiscal e cancelar as parcerias público-privadas dos encargos com grandes empreendimentos.
"O Governo encurralou o País num beco que só não será sem saída se mudarmos a orientação. Espero que o Governo dê um salto em frente, mas não na direcção do abismo", prosseguiu Passos Coelho, reafirmando que o PSD "está disponível para um último esforço de concertação" para viabilizar o Orçamento do Estado para 2011.
Passos Coelho disse esperar "que o ministro das Finanças e o primeiro-ministro, que se têm mostrado tão abertos a receber contributos dos partidos da oposição", agora "manifestem o seu entendimento sobre estas propostas".

Cavaco: 'estão criadas as condições para que decorram negociações'



oe2011

O Presidente da República até admite que existam mediadores, mas "discretos".

O Presidente da República, Cavaco Silva, considerou hoje, na Covilhã, que "estão criadas todas as condições para que decorram negociações à volta do Orçamento, eventualmente para melhorar aquilo que foi apresentado".
Cavaco Silva justifica que há condições, porque "o documento é do conhecimento de todos e tanto o Governo como as forças políticas declararam total abertura para a negociação".
Sem comentar especificamente as condições colocadas pelo PSD para viabilizar o OE, Cavaco referiu que "todas as propostas apresentadas pelos partidos políticos devem ser objecto de uma análise cuidada, com grande abertura", destacou.
Para o Presidente deve ser seguida "a linha do espírito de negociação que foi publicamente expresso pelo ministro das Finanças".
Cavaco Silva espera que "haja uma vontade muito séria de chegar a um compromisso", tendo em conta "a situação complexa em que o pais se encontra".
"Já tive ocasião de fornecer toda a informação aos partidos", realçou Cavaco: "A nossa economia não consegue funcionar razoavelmente sem acesso dos bancos e do Estado aos mercados financeiros internacionais".
Cavaco realçou que "os mercados, provavelmente, não se abrirão aos nossos bancos, ao Estado e agentes económicos, sem que tenham algumas notícias positivas para o próximo ano, sobre a execução orçamental deste ano e execução efectiva em 2011".
Questionado sobre se espera cedências de parte a parte, destacou que "uma negociação é isso mesmo: o compromisso é o resultado final. Ambas as partes têm que percorrer um caminho para chegar a esse resultado final que os portugueses esperam que seja um resultado positivo".
De forma clara, referiu que, "neste momento, confio muito na combinação de cultura do diálogo e cultura do compromisso".
"As negociações ocorrem directamente entre as forças políticas. Aquilo que eventuais mediadores devem fazer, tem que ser de forma discreta, nunca na praça pública".
E dá como exemplo "aquilo que tenho vindo a fazer como Presidente da República: não podia deixar de o fazer de forma discreta se tiver a ambição de realizar uma magistratura activa e com alguma influência".
Questionado sobre as perspectivas de retracção económica em 2011, Cavaco Silva encara-as sem surpresa e esperançado em que as exportações equilibrem as contas.
"Os ensinamentos da economia são muito claros quanto aos efeitos de um orçamento em que o défice estrutural se reduz significativamente. Aliás, o Governo reconheceu isso mesmo, com um efeito contraccionista que pode vir a ser compensado em parte com uma expansão das exportações".
"Muitos economistas que estudaram estas matérias, tal como eu, já expressaram a sua opinião e penso que a expressaram tendo por base os conhecimentos fundados que possuem e o estudo que fizeram do orçamento", concluiu.


Dream On - “Um musical numa viagem ao Sonho” subiu ao palco no Casino Estoril

  O 10º aniversário, da Associação Palco da Tua Arte, foi assinalado com um espectáculo cujo o título foi Dream On – “Um musical...